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Toyota Hilux 2003, Japão

Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
Fotografia e Nostalgia
há 27 minutos
3 min de leitura

Toyota Hilux 2003, Japão

Fotografia



Os utilitários representam um capítulo importante na história da Toyota Motor Corporation: a tradição que começou com o caminhão G1 (1935) e passou pelo jipe Land Cruiser (1951) consolidou-se com a picape Hilux. Apresentada em 1968, a Hilux foi desenvolvida pela Hino Motors, especialista em utilitários recém-adquirida pela Toyota. Seu nome era uma amálgama da expressão “high luxury” (alto luxo), plausível diante da notável evolução frente à simplíssima Toyota Stout. Após dominar os mercados japonês e australiano, a Hilux começou a ser exportada para os EUA, em 1969.

Com apenas 4,3 metros de comprimento e 1,6 metro de largura, a Hilux rapidamente se destacou frente às grandalhonas Chevrolet C-10 e Ford F-100. Seu pequeno motor de quatro cilindros, 1,9 litro e 85 cv dava conta de impulsionar seus 1.050 kg: no Japão seu motor era ainda menor, com apenas 1,5 litro e 74 cv.

Prática e econômica, a Hilux era a picape compacta que faltava no mundo todo: a Toyota foi o primeiro fabricante a perceber que seu público não a utilizava apenas para o trabalho. A ergonomia dos comandos, o acabamento interno e o conforto das suspensões eram similares aos de um bom automóvel de passeio.

Na segunda geração, o modelo 1973 trouxe a opção do câmbio automático e aposentou o nome Hilux nos EUA: virou apenas Toyota Truck. Redesenhada em 1975, recebeu o título de “picape do ano” e passou a oferecer câmbio manual de cinco marchas no pacote esportivo SR5 (Sport Runabout 5-Speed). Também era produzida na Indonésia, África do Sul, Filipinas e Nova Zelândia.

Em 1979, surge a terceira geração, a primeira a contar com cabine dupla de quatro portas (muito popular na Austrália) e tração 4X4: a capacidade no fora de estrada alavancou ainda mais a sua popularidade no mercado norte-americano. No modelo 4X2 a suspensão dianteira foi reprojetada para usar barras de torção e os pneus passaram a ser radiais.

Versátil, a Hilux logo incorporou motores a diesel, rádio, ar-condicionado e um acabamento interno ainda mais esmerado. Em 1981, surge o Toyota Trekker, utilitário esportivo desenvolvido em parceria com a norte-americana Winnebago. No segundo semestre de 1983, surge a quarta geração: o Trekker foi sucedido pelo Hilux Surf, vendido nos EUA como 4Runner.

Estrela do filme De Volta Para o Futuro, a quarta geração foi a primeira a oferecer cabine estendida e motor V6, luxos necessários para encarar novas concorrentes como Chevrolet S-10 e Ford Ranger. Também fez sucesso nos campos de batalha: a guerra entre o Chade e a Líbia, em 1987, foi marcada pela presença de picapes Hilux e Land Cruiser, conflito que foi coloquialmente denominado “Guerra Toyota”.

Discreta evolução, a quinta geração chegou em 1988 e foi produzida também na Argentina e Colômbia. Na Alemanha foi produzida como VW Taro, primeira incursão do fabricante de Wolfsburg neste segmento. Em 1991, a produção norte-americana teve início na Califórnia: foi a última geração da Hilux naquele mercado, sendo substituída pela Tacoma, em 1995.

A robustez da Hilux foi colocada à prova pelo programa de TV Top Gear: um exemplar de quarta geração com mais de 300.000 km rodados sobreviveu a um banho de maré alta, à queda do alto de um edifício implodido e até um incêndio. A picape sofreu graves danos estruturais, mas voltou a funcionar com ferramentas comuns.

Levemente reestilizada, a sexta geração veio em 1997, sendo novamente atualizada em 2002. Foi a última geração produzida no Japão. Maior e mais pesada, a Hilux de sétima geração foi desenvolvida e produzida na Tailândia com um desenho extremamente moderno: a supressão de cromados indicava uma proposta cada vez mais urbana.

Sentindo o avanço da Ford Ranger e VW Amarok, a Toyota apresentou a oitava geração em 2015: foi a primeira Hilux a aposentar a tradicional alavanca para acionamento da tração 4X4, substituída por um botão giratório. Recém-apresentada, a nona geração é a primeira Hilux com versões eletrificadas: tudo indica que a picape continuará tendo um futuro promissor.

Ficha técnica da Toyota Hilux CS DX 2.7 16V 4X2 2003:

Motor: longitudinal, 4 cilindros em linha, 2693 cm3, alimentado por injeção eletrônica;

Potência: 142 cv a 4800 rpm;

Torque: 23,2 kgfm a 4000 rpm;

Câmbio: manual de 5 marchas, tração traseira;

Carroceria: picape, 2 portas, 3 lugares;

Dimensões: comprimento 489 cm, largura 169 cm, altura 173 cm, entre–eixos 286 cm;

Peso: 1.650 kgs;

Pneus: 215 / 80 R16. Texto de Felipe Bitu.

Nota do blog: Data 2026 / Crédito para Fernando Pires.


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