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Dodge Gran Sedan, Brasil

Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
Fotografia e Nostalgia
há 4 horas
3 min de leitura

Dodge Gran Sedan, Brasil

Fotografia


A linha 1973 representou uma importante evolução para os Dodge V8 em dois sentidos. No design, pela primeira vez os modelos receberam uma atualização visual relevante – ganharam faróis com base retangular e grade mais simples, onde se esconderam os piscas, que agora só eram vistos acesos.

Além disso, surgiram novas versões, que revigoraram o apelo do carro, que era um dos principais símbolos da época do chamado Milagre Econômico – o Gran Sedan tornava-se o topo de linha na vertente luxo, enquanto o Charger R/T era o Dodge mais esportivo.

Apesar de ter nomes distintos, todos os Dodge V8 eram, na prática, variações do Dart. O Gran Sedan equivalia à versão mais requintada do Dart sedã vendida até então.

Com teto de vinil, ele trazia como opcionais ar-condicionado, direção hidráulica, freios a disco, rádio de três faixas, cinto de segurança de três pontos, botão de regulagem do retrovisor externo, retrovisor antiofuscante interno e pintura metálica. Na traseira, uma faixa cromada e quadriculada separava as lanternas.

Na mecânica, manteve o V8 sem grandes alterações. Com 5,2 litros, produzia 198 cv e 41,5 mkgf. “Sua força aparece principalmente nas arrancadas e nas subidas, que esses carros vencem com a mesma facilidade com que andam numa estrada plana”, dissemos no teste de outubro de 1972.

“O motor é tão elástico que nas estradas dificilmente é necessário reduzir de terceira para segunda; e na cidade pode-se até dispensar a primeira, arrancando simplesmente em segunda; ou então em primeira, passando diretamente para terceira.” Frenagens e estabilidade também eram destaques.

Para 1975, ele recebeu novo visual que o destacou entre os sedãs Dodge. Era a grade quadriculada do Charger 1973-74, mas com bordas cromadas. Com os faróis por trás dela, mesclava agressividade a seu estilo mais formal. No comparativo de junho de 1976, o Dodge encarou o Ford Galaxie 500, o Chevrolet Comodoro, o Maverick sedã V8 e o Alfa Romeo 2300. Ele ficou em segundo lugar em aspectos importantes.

O acabamento do Gran Sedan era quase tão bom quanto o do Galaxie, o melhor do grupo. Na máxima, o Maverick foi o melhor, 176 km/h, contra 174 km/h do Dodge. Dos modelos V8, foi o mais econômico, com 6,59 km/l de consumo. Na ocasião, o Chevrolet foi considerado o mais equilibrado, por seu conjunto.

É dessa época o exemplar das fotos. “Note os selos de manutenção de época no ar-condicionado”, diz com certo orgulho o dono, o engenheiro paulista Dionisio Cardille. “Ele foi tirado zero pelo primeiro dono, um médico, em dezembro de 1977. O carro foi comprado dele em 2006 e hoje, aos 107.000 km, conta com 100% de originalidade”, diz Cardille, que até usou o Dodge em seu casamento.

O Gran Sedan duraria mais um ano-modelo até virar história, dando lugar ao novo Le Baron 1979, que cumpriria o mesmíssimo papel até o fim das operações da Dodge no Brasil, em 1981.

Ficha técnica

Motor: dianteiro, longitudinal, V8, 5212 cm³, carburador de corpo duplo, a gasolina; Diâmetro x curso: 99,3 x 84,1 mm;

Taxa de compressão: 7,5:1;

Potência: 201 cv a 4400 rpm;

Torque: 41,5 mkgf a 2400 rpm;

Câmbio: manual de 3 marchas, tração traseira;

Dimensões: comprimento 496 cm, largura 181 cm, altura 139 cm, entre-eixos 282 cm;

Peso: 1548 kgs;

Suspensão dianteira: independente, barras de torção longitudinais, triângulo inferior, barra estabilizadora;

Suspensão traseira: eixo rígido, molas semielípticas;

Freios: disco autoventilado (dianteira); tambor de acionamento hidráulico com servofreio (traseira);

Rodas e pneus: aço, 5,5 x 14, pneus 7,35 S14.

Teste:

Aceleração 0 a 100 km/h: 11,47s;

Velocidade máxima: 174,17 km/h;

Frenagem 80 km/h a 0: 28,52 m;

Consumo: 6,59 km/l (médio). Texto de Henrique Rodriguez.

Nota do blog: Data 2011 / Crédito para Marcos Camargo.


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