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Mazda MX-5 Miata, Japão

Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
Fotografia e Nostalgia
há 48 minutos
3 min de leitura

Mazda MX-5 Miata, Japão

Fotografia



Em 1916, a SAE (Sociedade de Engenheiros Automotivos) definiu o roadster como um automóvel aberto para duas ou três pessoas. Passados 50 anos, o mesmo termo foi aplicado a esportivos conversíveis de dois lugares como o Alfa Romeo Spider, o MG MGB e o Mazda MX-5.

A história do MX-5 se inicia nos anos 1970, época em que a popularidade dos roadsters estava em declínio. Foi nesse período que o engenheiro Kenichi Yamamoto perguntou ao jornalista automotivo Bob Hall qual modelo a Mazda deveria lançar nos EUA.

O chefe de pesquisa e desenvolvimento da Mazda ficou surpreso com a resposta: Hall declarou que um esportivo leve consolidaria o carisma da fabricante naquele momento conturbado de combustível caro e legislações automotivas cada vez mais rígidas. Um modelo capaz de resgatar o carisma de roadsters ingleses como Lotus Elan e Triumph TR6.

Considerada inviável, a ideia foi descartada e retomada apenas no início da década de 1980, quando Hall foi contratado pela filial norte-americana da Mazda. A aprovação do projeto ficou mais fácil quando Yamamoto foi alçado ao cargo de CEO da Mazda, em novembro de 1984.

Duas equipes foram escaladas: uma no Japão e outra nos EUA. Os japoneses apresentaram dois cupês: um com motor e tração dianteiros (aproveitando componentes do Mazda 323 de 1980) e outro com motor central e tração traseira (como no Fiat X1/9). Os norte-americanos apostaram na tradição dos roadsters com carroceria aberta, motor dianteiro e tração traseira.

Venceu a proposta norte-americana, graças a seu estilo atemporal, que permitiria um ciclo de produto de dez anos, evitando custos com reestilizações. O protótipo foi desenvolvido pela consultoria britânica International Automotive Design: o trem de força veio do Mazda 323 de 1977, a suspensão dianteira do esportivo RX-7 e a suspensão traseira do sedã 929.

O sucesso do protótipo em aparições públicas motivou a Mazda a aprovar a produção do MX-5 em 1986. Sua estreia ocorreu no Salão de Chicago de 1989: no mercado norte-americano ele se chamaria Miata, enquanto no japonês seria batizado como Eunos Roadster. A Mazda adotou a filosofia Jinba Ittai (cavalo e cavaleiro como um só): o MX-5 foi idealizado para responder aos comandos do motorista de forma natural e precisa, exatamente como um cavalo obedece ao cavaleiro. Essa perfeita sintonia entre homem e máquina foi um dos fatores responsáveis pelo sucesso do modelo.

As versões mais simples do MX-5 pesavam menos de 950 kg: com o motorista ao volante a distribuição de peso do Miata era de 50% para cada eixo, equilíbrio favorecido pelas suspensões independentes. Os 115 cv a 6.500 rpm do motor B6ZE 1.6 de quatro cilindros eram mais que suficientes para uma tocada ágil e divertida: o ronco do escapamento foi cuidadosamente estudado para provocar o motorista sem perturbá-lo em longas viagens.

Com câmbio manual de cinco marchas, o MX-5 acelerava de 0 a 96 km/h (0 a 60 mph) em 9,2 segundos, atingindo a máxima de 186,68 km/h. Os freios eram a disco nas quatro rodas. Entre os opcionais estavam transmissão automática, direção assistida, ar-condicionado e diferencial autoblocante.

Era um esportivo com preço-base de apenas US$ 13.800. O problema era a enorme demanda, que resultava em fila de espera. Proprietários de MX-5 seminovos costumavam pedir cerca de US$ 5.000 sobre o valor de tabela.

Apesar de sua simplicidade, o MX-5 atendia normas de impacto e já oferecia airbag para o motorista. O airbag do passageiro viria apenas em 1994, junto com o motor BP-ZE de 1.8 e 129 cv. O monobloco foi reforçado para melhorar sua rigidez e atender novos padrões de impacto lateral. Em 1996, a potência do motor BP-ZE saltou para 133 cv.

Como previsto, o MX-5 de primeira geração (NA) sofreu poucas alterações e totalizou 431.506 unidades produzidas. Foi sucedido pela segunda geração (NB), em 1998; pela terceira geração (NC), que chegou em 2005; e pela atual (ND), apresentada em 2015. Até o momento, mais de 1 milhão de MX-5 foram comercializados, o que faz desse modelo o esportivo de dois lugares mais vendido da história.

Ficha técnica:

Motor: longitudinal, 4 cilindros em linha, 1598 cm3, injeção eletrônica;

Potência: 116 cv a 6500 rpm;

Torque: 13,8 kgfm a 5500 rpm;

Câmbio: manual de 5 marchas, tração traseira;

Carroceria: aberta, 2 portas, 2 lugares;

Dimensões: comprimento 395 cm, largura 167 cm, altura 122 cm, entre-eixos 226 cm; Peso: 993 kgs;

Pneus: 185/60 HR 14.

Teste:

Aceleração: 0 a 100 km/h, 12,25s;

Velocidade máxima: 101,69 km/h;

Consumo: 11,56 km/l (média). Texto do Felipe Bitu.

Nota do blog: Data 2026 / Crédito para Fernando Pires.


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