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Porsche 911 Carrera RS 1992, Alemanha

Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
Fotografia e Nostalgia
18 de fev.
3 min de leitura

Porsche 911 Carrera RS 1992, Alemanha

Fotografia



Síntese da casa de Stuttgart, o Porsche 911 foi apresentado ao mundo no Salão de Frankfurt de 1963 (inicialmente como 901, denominada Série F) com virtudes suficientes para suceder o lendário 356. A segunda geração (Série G) surgiu em meados de 1973 (já como modelo 1974) e manteve o carisma do 911 até a chegada do Tipo 964, em 1989.

Em 1980, a Porsche registrou o primeiro prejuízo em sua história, situação que fez o conselho de administração considerar o encerramento da produção do 911 (e sua versão turbinada 930). Ele seria substituído pelos modelos 924 e 928, mas a clientela ignorou as novidades e permaneceu fiel às virtudes e defeitos do 911.

Foi então que o CEO Peter Schutz determinou o desenvolvimento do Tipo 964, a terceira geração do 911. Para celebrar os 25 anos do modelo, a equipe do engenheiro Helmuth Bott e o designer Benjamin Dimson apresentaram o Carrera 4 no Salão de Paris de 1988, com tração integral baseada no sistema PSK (Porsche-Steuer Kupplung) do superesportivo 959.

Aprimorado no Paris–Dakar, o sistema usava três diferenciais, uma embreagem multidisco computadorizada e os sensores de rotação do freio ABS para distribuir 31% do torque para o eixo dianteiro e 69% para o traseiro. Pela primeira vez o 911 apresentava um comportamento benigno, principalmente em pisos de baixa aderência.

A leve tendência ao subesterço do Carrera 4 não foi apreciada por todos, motivo pelo qual a Porsche apresentou o Carrera 2 com tração apenas traseira no modelo 1990. Bem mais arisco, o Carrera 2 também se beneficiou da nova suspensão traseira com molas helicoidais e das rodas aro 16 com pneus 205/55 (diant.) e 225/50 (tras.).

Ambos receberam o novo motor M64/01 de seis cilindros opostos, 3.6 refrigerado a ar, com comandos simples nos cabeçotes, duas velas por cilindro e injeção Bosch DME para gerenciar a elevada taxa de compressão de 11,3:1. O resultado era expressivo: 31,6 kgfm a 4.800 rpm e 250 cv a 6.100 rpm, suficientes para o 0 a 100 km/h em 5,5 segundos e máxima de 260 km/h.

O modelo 1990 também foi o primeiro a oferecer o câmbio semiautomático Tiptronic para o Carrera 2, desenvolvido em conjunto com a ZF e a Bosch: a partir de uma transmissão automática convencional foi adicionado um comando manual para trocar as quatro marchas sequencialmente.

Além do Coupé e do Targa, o 964 foi oferecido com a carroceria Cabriolet: versões abertas eram uma tradição na Rijkspolitie (polícia rodoviária holandesa). Em todos o aerofólio traseiro subia automaticamente aos 80 km/h. Em 1991, finalmente surge o 964 Turbo, ainda com o motor 3.3 do 930 e injeção mecânica Bosch K-Jetronic.

Versão de rua do 964 Carrera Cup, o Carrera RS começou a ser produzido em setembro de 1991. Perdeu a direção hidráulica, mas recebeu o motor M64/03 3.6 de 260 cv, com câmbio de escalonamento fechado e diferencial autoblocante. As suspensões eram 40 mm mais baixas, com molas e amortecedores mais rígidos e barras estabilizadoras ajustáveis.

A unidade 1992 das fotos ainda tem o pacote Clubsport: tem bancos concha, mas abre mão dos bancos traseiros, do ar condicionado dos carpetes e do sistema de som, e ainda tem vidros das portas e traseiros mais finos, rodas de magnésio e capô em alumínio para ser mais leve.

Exclusivo para os EUA, o RS America surge em 1992 com aerofólio traseiro “whale tail” (cauda de baleia) e rodas aro 17 de série. Para reduzir o peso foram removidos direção hidráulica, acionamento elétrico dos retrovisores, piloto automático, aquecimento dos bancos e lavador de faróis. Rádio e ar-condicionado eram opcionais.

O 964 Turbo finalmente recebeu o motor M64/50 3.6 em 1993: menos de 1.500 unidades foram produzidas, o que faz dele um dos Porsches mais raros. A série especial 30 Jahre 911 foi apresentada no Salão de Genebra para comemorar os 30 anos do modelo: 911 unidades do Carrera 4 foram fabricadas, a maioria com a pintura metálica Viola Dark Purple.

A produção do 964 foi encerrada em dezembro de 1993, logo após o início da produção do 993. O preço elevado e a recessão econômica resultaram em pouco mais de 66.500 unidades produzidas em quatro anos: exemplares em bom estado estão cada vez mais valorizados, enquanto os mais surrados servem de base para restomods.

Ficha técnica:

Motor: longitudinal, 6 cilindros opostos, 3.600 cm3, injeção eletrônica, potência 260 cv a 6.100 rpm, torque 33,1 kgfm a 4.800 rpm;

Câmbio: manual de 5 marchas, tração traseira;

Carroceria: fechada, 2 portas, 4 lugares;

Dimensões: comprimento 427,5 cm, largura 165,2 cm, altura, 127 cm, entre-eixos 227,2 cm, peso 1.220 kg;

Pneus: 205/50 ZR 17 (diant.), 255/40 ZR 17 (tras.). Texto de Felipe Bitu / Quatro Rodas.

Nota do blog: Data 2026 / Crédito das imagens para Fernando Pires.

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