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Palmeira-imperial "Palma Mater" e "Palma Filia", Jardim Botânico, Rio de Janeiro, Brasil

  • Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
    Fotografia e Nostalgia
  • há 1 hora
  • 5 min de leitura

Palmeira-imperial "Palma Mater" e "Palma Filia", Jardim Botânico, Rio de Janeiro, Brasil

Rio de Janeiro - RJ

Fotografia


Texto 1:

A palmeira-imperial (Roystonea oleracea), também chamada palmeira-real, é uma palmeira originária das Antilhas. Pertence ao gênero botânico Roystonea da família Arecaceae. Foi aclimatada pelos franceses no Jardim Botânico La Gabrielle, instalado na Guiana Francesa, sendo depois transferida para o Jardim Botânico de Pamplemousse, nas Ilhas Maurício.

No Brasil, o primeiro exemplar de Roystonea oleracea, conhecida como "Palma Mater", foi plantada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro pelo príncipe regente D. João VI, em 1809. Ela fora presenteada a D. João VI por um dos sobreviventes de uma fragata, o oficial da Armada Real Luís Vieira e Silva. Por um erro histórico, dizia-se que tinha sido trazida do Jardim Botânico La Gabrielle, de onde vieram muitas plantas, principalmente durante as Guerras Napoleônicas. Porém o Jardim La Gabrielle era na Guiana Francesa, e as primeiras plantas que chegaram ao Brasil, na verdade, vieram das Ilhas Maurício, do Jardim Botânico La Pamplemousse, obtidas clandestinamente por Vieira e Silva. Quando foi plantada por D. João VI, a primeira Roystonea oleracea brasileira passou a ser conhecida como palmeira-imperial. A Palma Mater floresceu pela primeira vez em 1829. Deste exemplar plantado em 1809, descendem todas as palmeiras-imperiais do Brasil, daí sua denominação.

Infelizmente, a Palma Mater, bem como uma placa comemorativa de mármore existente no local, foram destruídas por um raio em 1972.

Naquela época, ela tinha 38,70 metros de altura. Seu tronco foi tratado e preservado, encontrando-se em exposição no Jardim Botânico.

Em seu lugar, foi plantado outro exemplar, simbolicamente chamado de "Palma Filia" (mostrada nas imagens do post), oriunda de semente da palmeira original.

O plantio das palmeiras-imperiais se tornou comum no Rio de Janeiro em meados do século XIX, diante da necessidade do fortalecimento simbólico do Segundo Império. Pode ser procedente a história segundo a qual as sementes da palmeira-imperial foram distribuídas aos súditos como sinal de proximidade ou lealdade ao poder central e tenham, assim, se tornado o símbolo do Império. Desse modo, depois de alguns anos, a espécie vincula-se definitivamente à imagem do poder monárquico, à ideia de nobreza, distinção e classe. Trecho de texto da Wikipédia adaptado para o blog.

Texto 2:

Roystonea oleracea, conhecida popularmente como "palmeira-real" ou "palmeira-imperial", é uma espécie de palmeira nativa da ilha de Cuba e amplamente distribuída em países como Brasil, Colômbia e Venezuela. É uma das maiores palmeiras do mundo, podendo atingir alturas impressionantes de até 50 metros.

No Brasil, o nome "palmeira-imperial" é atribuído tanto pelo seu porte imponente quanto pela estreita relação com a família real portuguesa e, posteriormente, com o Império. Roystonea oleracea possui palmito comestível, como indicado pelo seu nome científico, "oleracea", que significa vegetal alimentício.

Ela é a espécie símbolo do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Sua história se confunde com a chegada da Família Real Portuguesa ao Rio de Janeiro. Plantada em 1809 por Dom João VI, a mãe de muitas palmeiras-imperiais brasileiras foi chamada de Palma Mater. Trecho de texto do Governo Brasileiro.

Texto 3:

D. João VI inaugurou o Jardim Botânico do Rio de Janeiro em 1809, pouco tempo depois de chegar ao Brasil. Embalado pela necessidade de aclimatação de novas plantas e em busca de novos produtos, o Jardim Botânico foi uma necessidade econômica desde que nasceu sob a guarda do Ministério dos Negócios de Guerra. Logo na inauguração dizem que Dom João VI foi o grande incentivador do plantio da palmeira-imperial, cujo nome científico é Roystonea oleracea.

A palmeira-imperial tem origem nas Antilhas e sua aclimatação no Brasil pelo imperador português é um exemplo da intensa troca de sementes, mudas e plantas que ocorreu no mundo desde o final do século XVI e ao longo de todo o século XIX.

Das Antilhas, seu berço de origem, a palmeira foi aclimatada pelos franceses no Jardim Botânico La Gabriellle, na Guiana Francesa, e depois no Jardim Botânico de Pamplemousse, nas Ilhas Maurício.

Os países viviam uma corrida atrás de produtos do Novo Mundo que poderiam gerar riqueza: foi assim com a aclimatação do chá e do café. E esse vai e vem de plantas muitas vezes resultavam em guerra ou escamuraças entre as nações. Muitas histórias estranhas e segredos envolvem a chegada da Roystonea oleracea ao Rio de Janeiro. Uma delas conta que a palmeira imperial de Dom João VI foi um presente de um dos sobreviventes de uma fragata, o oficial da Armada Real, Luís Vieira e Silva. Esse exemplar teria vindo do Jardim Botânico de Pamplemousse, nas Ilhas Maurício.

A outra história é mais interessante. Exatamente em 1809, estourou uma crise do governo português com a Guiana Francesa – lembrando que Dom João VI se exilou no Brasil para fugir de Napoleão, que estava invadindo Portugal. No Brasil, aliado dos ingleses, Dom João se viu impelido a enfrentar uma espécie de guerra nos trópicos. Dom Rodrigo de Souza Coutinho, então Conde de Linhares e ministro da Guerra e Relações Exteriores, estava decidido em levar à “ruína total” a Guiana.

Outro político da época, Manuel Arruda Câmara, médico e botânico, tinha outras ideias e achou que o jardim de aclimatação de lá era de grande valor para o Brasil e devia ser preservado e enviado pra cá. Na escaramuça, vieram contrabandeadas para o Brasil diversas mudas, inclusive de chá e de café. E no meio daquele maravilhoso e valioso jardim, estava a palmeira plantada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro por Dom João.

Assim, a primeira palmeira Roystonea oleracea plantada no Brasil foi chamada de "Palma Mater" e logo apelidada de palmeira-imperial. E essa espécie de palmeira foi então incorporada ao panteão de símbolos do Império brasileiro, mesmo que tivéssemos outras palmeiras nativas.

A Palma Mater de D. João floresceu pela primeira vez em 1829, quando já éramos independentes de Portugal. Reza a lenda que dela descendem todas as palmeiras imperiais brasileiras. A Palma Mater foi destruída por um raio em 1972.

O imperador Dom Pedro II usou a palmeira imperial como símbolo de poder e de distinção real. Ele presenteava nobres, homens de negócio, letras ou ciência com sementes de palmeira-imperial, que então eram replantadas em fazendas ou cidades pelo país. Assim, quando chegamos numa antiga fazenda de café e vemos o caminho que dá na Casa Grande ladeado por palmeiras imperiais podemos entender que a aquele fazendeiro havia caído nas graças do imperador em algum momento de sua vida e exibia os favores reais que havia recebido em forma de palmeira.

Bom, essa é a história oficial. E foi verdade em diferentes fazendas ou cidade do país. Mas como o símbolo de distinção era forte e causava impacto, os jardineiros do Jardim Botânico começaram a traficar sementes ilegais. Ou seja, quem podia pagar, recebia algumas sementes que não haviam passado pelo crivo e benção do imperador.

Eram sementes ilegais, mas funcionavam do mesmo jeito – impondo respeito, mostrando poder e riqueza. Texto de Joana Monteleone.

Nota do blog: Data 2026 / Crédito para Jaf.

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