Lago Frei Leandro / Lago das Vitórias-Régias, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, Brasil
- Fotografia e Nostalgia

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Lago Frei Leandro / Lago das Vitórias-Régias, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia
Trata-se de uma das principais atrações do Jardim Botânico.
Abriga diversas vitórias-régias, ninfeias e árvores, além de uma bela escultura da deusa Tétis, obra de Louis Savageau de 1862.
O nome do lago homenageia Frei Leandro do Sacramento, primeiro diretor botânico do jardim, de 1824 a 1829.
Foi escavado por escravos comandados pelo frei, que os observava sentado em um banco à sombra de uma jaqueira que ainda existe.
Com a terra retirada da escavação, foi construído o cômoro, pequena elevação de terreno, que permite uma visão panorâmica do Jardim Botânico, tendo o Parque Nacional da Tijuca com o Cristo Redentor ao fundo.
Em sua gestão, Frei Leandro organizou o arboreto, traçou novas aleias e foi responsável por importantes obras hídricas, bem como pela disseminação de sementes a outros jardins botânicos.
Texto:
Victoria amazonica, ou vitória-régia como é popularmente conhecida, é uma atração à parte no Jardim Botânico. Ela pertence à família Nymphaeacea e sua distribuição geográfica se divide entre o Brasil, a Bolívia e as Guianas.
Suas belas flores são brancas e a medida que envelhecem, tornam-se cor de rosa, um verdadeiro espetáculo proporcionado pela natureza.
O nome vitória-régia é uma homenagem à rainha Vitória e o motivo é curioso: o explorador e viajante Sir Robert Schomburg, de origem prussiana, em viagem pela Guiana Inglesa, teve sua atenção despertada pelo que chamou de “maravilha da natureza”. Anos mais tarde chegaram à Kew, na Inglaterra, algumas sementes desta “maravilha vegetal”. Elas germinaram e suas imensas folhas se desenvolveram, mas suas flores não apareciam. Então, o jardineiro Joseph Paxton prontificou-se a tentar fazê-la florir em Chatsworth e fez construir um grande tanque aquecido e iluminado como nos trópicos. Assim, conseguiu reproduzir uma leve correnteza d'água, semelhante ao rio nativo. Passados dois meses, começaram a surgir as folhas, medindo, cada uma, 1 metro de diâmetro e mais de 3 metros de circunferência. Após uma interminável espera deu-se o milagre – a vitória-régia floresceu pela primeira vez em oito de novembro de 1849. Paxton levou para a rainha Vitória uma grande flor acompanhada de uma das folhas gigantes, que ficou fascinada e muito contente com o presente.
Hoje, ela floresce entre os meses de fevereiro e março, no Lago Frei Leandro e encanta todos os visitantes e associados. Texto do AAJB.
Nota do blog: Data 2026 / Crédito para Jaf.



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