Passeio ao crepúsculo (A walk at twilight) - Vincent van Gogh
- Fotografia e Nostalgia

- 28 de mai.
- 2 min de leitura


Passeio ao crepúsculo (A walk at twilight) - Vincent van Gogh
MASP, São Paulo, Brasil
OST - 52x47 - 1889/1890
Texto 1:
Em "Passeio ao crepúsculo", as pinceladas sugerem agitação, excitação, uma atmosfera estranha na qual céu, plantas e personagens parecem se mexer. O ritmo das pinceladas ganha força por meio das cores fortes e saturadas, que vibram de forma luminosa. O céu, que Van Gogh via da janela do asilo em Saint‑Remy, foi por ele descrito em carta ao irmão, Theo van Gogh (1857‑1891), como “um céu noturno com uma lua entorpecedora”. Para alguns intérpretes da obra, o homem ruivo nesta caminhada romântica é o próprio artista. Trecho de texto do MASP.
Texto 2:
Van Gogh pintou "Passeio ao crepúsculo" no final de sua estadia no asilo de Saint-Remy. Embora os passeios em casal sejam frequentes em sua obra, a tela do MASP é a única que mostra o próprio artista, com sua inconfundível barba alaranjada em contraste complementar com seu macacão azul. Mas quem seria a mulher que o acompanha?
As hipóteses vão desde sua amiga Marie-Julien Ginoux, também retratada em "Arlesiana", até lembranças de um de seus muitos amores fracassados, como sua prima Kee Vos ou Margot Begemann, que havia tentado se matar enquanto passeavam. O que sabemos certamente é que ela imita o gesto de uma das personagens de "A Ressurreição de Lázaro", pintada a partir de uma gravura de Rembrandt.
Além das caminhadas, a obra também traz um elemento local característico: os ciprestes. Em carta a seu irmão, o pintor declarou que ninguém tinha ainda pintado como ele os via: diferentemente de outras obras do artista, onde parecem uma chama escura, aqui são colunas que sustentam o céu, em uma austeridade vertical que contrasta com a circularidade das oliveiras. De modo distinto dos girassóis — outra marca inconfundível da pintura de Van Gogh — alegres e ensolarados, os ciprestes são lúgubres e, como obeliscos da noite, prenunciam o fim trágico do artista, que morreria meses após ter pintado o "Passeio ao crepúsculo", com apenas 37 anos de idade. Texto de Felipe Martinez.
Nota do blog: Imagem 1, data 2025, crédito para Jaf / Imagem 2, data não obtida, crédito para MASP.



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