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O Trólebus que nunca tivemos em Ribeirão Preto - Artigo

Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
Fotografia e Nostalgia
há 9 horas
2 min de leitura

Atualizado: há 6 horas


O Trólebus que nunca tivemos em Ribeirão Preto - Artigo

Artigo


Não é segredo que os ribeirãopretanos sentem saudade dos trólebus utilizados no sistema de transporte da cidade.

Eram ônibus robustos, espaçosos e bonitos que gozavam de prestígio com a população, além de serem de uma empresa da cidade. Eu lembro que era um orgulho local, assim como a extinta Ceterp.

O sistema chegou a seu auge no ano de 1995, com seis linhas e 58 km de extensão operacional.

Mas, como sabemos, essa história terminou em 3 de julho de 1999, na gestão do prefeito Luiz Roberto Jábali.

Naquela época, a administração municipal alegou que o sistema de cabos e ônibus estava obsoleto, gerava custos de manutenção elevados, sofria com quedas frequentes das hastes e travava a fluidez do trânsito devido serem presos à rede aérea.

Além disso, a Transerp enfrentava forte endividamento (estimado em cerca de R$ 7 milhões em 1997), o que motivou a entrega das linhas à iniciativa privada que utilizava ônibus movidos a diesel.

Os veículos da frota da Transerp foram leiloados, os terminais de integração (como o Carlos Gomes e o Antônio Achê) foram demolidos, e a rede aérea desmontada.

Bom, essa é uma história que vocês já conhecem. A questão aqui é outra:

E se Ribeirão Preto tivesse insistido com os trólebus?

A resposta dessa pergunta é: ninguém sabe.

Mas podemos ter algumas pistas:

Matéria publicada na revista "Transporte Moderno", edição 289, de fevereiro de 1988, conta que a Transerp havia aberto concorrência para adquirir inicialmente 12, podendo chegar a 18 novos trólebus para ampliação do sistema da cidade.

O financiamento viria via FINAME e, segundo as regras do BNDES, participariam da concorrência apenas empresas de capital nacional.

Consta que as empresas Cobrasma e Mafersa chegaram a apresentar suas propostas.

Por alguma razão (não sei qual), a negociação não prosperou, mesmo com o sistema funcionando até 1999 (11 anos depois).

Ainda assim, vale a pena vermos uma montagem artística de como seria os novos trólebus nas cores da Transerp (no caso o modelo ofertado pela Cobrasma), o protótipo original da Cobrasma (que acabou vendido para a cidade de Araraquara / SP), além da matéria original da revista "Transporte Moderno".

Nota do blog: Imagem 1, data não obtida, crédito para Hewitt Equipamentos / Imagem 2, data 02/1988, crédito para revista "Transporte Moderno" / Imagem 3, data não obtida, crédito para revista "Portal do Ônibus".



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