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O Refrigerante "Gini" voltou! - Artigo

  • Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
    Fotografia e Nostalgia
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

O Refrigerante "Gini" voltou! - Artigo

Artigo


Semana passada estava em São Paulo e, com sede, resolvi entrar no Hirota Express Food da Avenida Gentil de Moura (Ipiranga) para comprar uma bebida.

Para minha surpresa, encontro uma garrafa pet de 600 ml verde com o rótulo característico que marcou minha infância, especialmente quando passeava com minhas tias, o refrigerante de limão marca Gini!

Cara, que surpresa boa, não pensei duas vezes e comprei a bebida para experimentar.

Não posso dizer que o sabor é exatamente igual ao antigo (fiquei com a impressão que antes era um pouco mais cítrico), mas lembra bem, inclusive a cor.

Assim, fica a dica para quem quiser provar e ter suas próprias impressões desse relançamento da nostálgica bebida.

Texto sobre o relançamento da bebida:

Para muitos brasileiros que cresceram nas décadas de 1980 e 1990, o nome Gini desperta lembranças doces (e cítricas).

Com seu sabor marcante de limão e identidade visual inconfundível, o refrigerante se destacou em meio a gigantes do setor como Coca-Cola, Guaraná Antarctica, etc.

Agora, décadas depois, a Gini está de volta — com nova roupagem, mas com o mesmo sabor que conquistou uma geração.

Criado na França em 1971 pela Perrier, o Gini foi pensado como uma bebida refrescante e ousada, direcionada ao público jovem. Com campanhas provocativas — como o icônico slogan “La plus chaude des boissons froides” (“A mais quente das bebidas frias”), rapidamente se consolidou como uma alternativa aos refrigerantes tradicionais.

O produto chegou ao Brasil em 1980, com uma proposta inovadora: trazer o sabor mais intenso do limão para um mercado acostumado a versões mais suaves. Era diferente do que se encontrava em refrigerantes como Sprite ou Soda Limonada. A novidade agradou e ganhou espaço, especialmente nas regiões Sudeste e Sul, até que o avanço tecnológico e as mudanças de gosto do consumidor acabaram levando a bebida a desaparecer das prateleiras.

Agora, quem está à frente do relançamento é a Bellpar Refrescos. A empresa aposta na força da memória afetiva para reacender o interesse dos antigos fãs e atrair um novo público. A Gini retorna com uma linha completa em garrafas PET (330ml, 600ml, 1,25L, 1,5L e 2L) e também com versões zero açúcares (330ml e 1,5L).

Apesar da mudança nas embalagens (as tradicionais garrafas KS de vidro foram substituídas por PET), o sabor original foi mantido. O logo também passou por uma atualização visual, mas sem perder o estilo retrô que marcou época.

Em avaliações feitas por consumidores nas redes e plataformas de e-commerce, o retorno foi recebido com entusiasmo. “Era o refrigerante que eu mais gostava na infância. E o sabor está bem parecido com o que eu me lembro”, contou uma consumidora que reencontrou a bebida na Shopee.

O relançamento do Gini se insere em uma tendência crescente de resgates nostálgicos na indústria alimentícia. Marcas que marcaram gerações, de biscoitos a refrigerantes, estão sendo revitalizadas como estratégia de diferenciação e reconexão emocional com o público.

Para o foodservice e o varejo, essa movimentação representa oportunidades: produtos como o Gini podem ser incorporados a cardápios temáticos, ações promocionais ou posicionamentos que celebrem o “gostinho de infância”.

A volta da Gini, portanto, vai além do relançamento de um produto. É um reencontro com a história de consumo de milhares de brasileiros, e uma chance de transformar memória afetiva em experiência contemporânea. Texto de Raphael Miras / Gazeta de São Paulo, adaptado para o blog.

Nota do blog: Imagens 1 a 3, data 2026, crédito para Jaf / Imagens 4 a 5, data não obtida, crédito para Bellpar Refrescos.


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