Imóvel antigo 126, Américo de Campos, São Paulo, Brasil
- Fotografia e Nostalgia

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Imóvel antigo 126, Américo de Campos, São Paulo, Brasil
Américo de Campos - SP
Fotografia
Imóvel antigo reformado que foi residência dos meus avós.
Pertence atualmente a Dona Cida, que gentilmente nos recebeu e permitiu a realização das imagens que ora publico.
A casa foi bastante modificada em relação ao tempo que meus avós moravam (está bem melhor que naquela época), mas ainda possibilita várias lembranças: o local onde ficava o papagaio de minha avó, a televisão, o fogão de lenha, os quartos, o local que ficava uma fotografia minha gigante de bebê em preto e branco (que hoje está comigo), etc.
Dentre essas lembranças, destaco duas que nunca esquecerei, todas de quando eu tinha menos de 10 anos:
A primeira, foi quando estavam asfaltando a rua de baixo (era de terra) e, mesmo avisado por meu avô, fui pisar de chinelos Havaianas no piche e sujei o chão da casa. Como eram "tempos raízes", levei uns (merecidos) tapas para aprender.
A segunda, mais engraçada, consistiu em uma noite que meu pai e eu viemos de São Paulo (onde morávamos) visitar meus avós. Chegamos na casa deles à noite, mais ou menos na hora do Jornal Nacional. Entramos pelo portãozinho e a porta de madeira do alpendre estava aberta, provavelmente devido ao calor, e encontramos os dois assistindo a TV. Meu pai parou na porta, eu do lado, e soltou um "boa noite", que meus avós retribuíram por educação. Após isso, passou cerca de 30 / 40 segundos e ninguém falou mais nada, apenas se olhando mutuamente. Meu pai (que chama Jesus, apelido Zuza, e essa informação é importante no contexto da história), percebeu que meus avós não o reconheceram (fazia um bom tempo que não íamos para a cidade em virtude da distância, além de meus avós terem mais de dez filhos e problemas de visão), e disse:
-Mãe, sou eu, seu filho!
Ao passo que minha avó sorriu e disse:
-Otávio! (nome de um irmão de meu pai que também morava em São Paulo)
Ao escutar o nome do irmão, meu pai, meio decepcionado, disse:
-Não, mãe, é o Zuza!
Minha avó, sem perder o rebolado, respondeu:
-Zuza!
E assim todos se abraçaram e terminamos felizes naquele dia, menos meu pai que até hoje escuta de mim que a própria mãe não o reconheceu...kkk!
Localizado na rua Itelvina Maria de Jesus, 651.
Nota do blog: Data 2026 / Crédito para Jaf.



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