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Impressões de um imigrante português, Década de 1910, São Paulo, Brasil

  • Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
    Fotografia e Nostalgia
  • há 11 horas
  • 2 min de leitura

Rua São Bento - Collecção S. Paulo - N. 7 - Cartão Postal.

Data circa década de 1910 / Autoria não obtida.


Verso do cartão postal acima.


Monumento do Ipiranga / Museu do Ipiranga - Collecção S. Paulo - N. 10 - Cartão Postal.

Data circa década de 1910 / Autoria não obtida.


Verso do cartão postal acima.


Estação da Luz - Collecção S. Paulo - N. 2 - Cartão Postal.

Data circa década de 1910 / Autoria não obtida.


Verso do cartão postal acima.


Estação da Luz - Collecção S. Paulo - N. 1 - Cartão Postal.

Data circa década de 1910 / Autoria não obtida.


Verso do cartão postal acima.


Impressões de um imigrante português, Década de 1910, São Paulo, Brasil

São Paulo - SP

Fotografia


Os quatro postais foram enviados à terrinha por um português recém-chegado a São Paulo.

Não sabemos muito sobre ele, mas é possível inferir algumas coisas. Seu nome começa com R, pela forma como assina um dos cartões. A data em que escreve não é conhecida, mas os cartões que manda parecem ser da década de 1910. E pela forma como escreve, dá pra ver que não é uma pessoa com muita instrução.

Mas, de tudo o que se percebe, o que chama mais a atenção é seu deslumbramento com a cidade. A começar pelo postal em que R. mostra o local “adonde” estava empregado. Ele trabalhava em cima da Loja do Japão, na moderna e elegante rua São Bento.

“Adonde tem Lisboa uma rua como esta, ponhão aqui os olhos!”, escreve o português, maravilhado pelo lugar.

Outros motivos de admiração são o museu do Ipiranga e a estação da Luz. “Adonde tem Lisboa um predio como este, olhem bem!”, pergunta R. sobre o museu. “Adonde tem Portugal uma estação como esta? Olhem bem que não é feita de palha não!”, exclama sobre a estação.

Passado um século, eu não sei muito bem o que R. escreveria se visse como estão esses lugares. A Loja do Japão fechou nos anos 30, e a São Bento há muito tempo entrou em decadência. Lisboa de fato não tem muitos prédios do tamanho do museu do Ipiranga, mas eles estão em geral mais firmes: nosso museu foi interditado às pressas em 2013, perigando desabar, e não tem previsão de reabrir pelos próximos anos. E a estação da Luz de fato não é de palha, mas isso não impediu que ardesse em fogo, em 2015. Imaginem se fosse!

Nossa vez de perguntar: Adonde erramos? Texto de M. Jayo.

Nota do blog 1: Cartões postais da série "Collecção S. Paulo".

Nota do blog 2: Data efetiva não obtida (circa década de 1910) / Autoria não obtida.


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