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Imagens do Chafariz da Praça Zacarias, Curitiba, Paraná, Brasil

  • Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
    Fotografia e Nostalgia
  • 17 de mai.
  • 4 min de leitura

Imagens do Chafariz da Praça Zacarias, Curitiba, Paraná, Brasil

Curitiba - PR

Fotografia


Texto 1:

O Chafariz da Praça Zacarias é muito mais do que um ornamento na paisagem urbana. Testemunha do desenvolvimento da cidade, foi o primeiro encanamento de água da capital e fonte de água para gerações de curitibanos que nem sonhavam com o conforto de uma torneira dentro de casa.

Para conhecer sua importância, é preciso voltar à segunda metade do século XIX. Neste período, o “abastecimento” das residências era feito pelos chamados aguadeiros, ou pipeiros, profissionais que recolhiam a água das bicas e olhos d’água e entregavam-na nas casas de quem podia pagar pelo serviço. Quem não dispunha de condições para tanto utilizava a água retirada dos poços perfurados no fundo dos quintais.

“Naquela época Curitiba tinha muitos olhos d’água”, explica Junio Ferreira, coordenador da área de patrimônio da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Foi umas dessas nascentes que chamou a atenção do engenheiro Antônio Rebouças Filho (o mesmo que, com o irmão André, foi responsável pelos estudos e soluções técnicas da ferrovia que liga Paranaguá a Curitiba).

Ao passar pela fonte da Praça da Misericórdia (atual Praça Rui Barbosa), ele provou da água e propôs ao então presidente da Província do Paraná, Venâncio Lisboa, o encanamento dela até o antigo Largo da Ponte (atual Praça Zacarias) para que a população pudesse se abastecer. “Neste período a Praça Rui Barbosa era praticamente deserta. Captar a água ali e levá-la para um ponto de maior concentração urbana era uma forma de garantir sua qualidade”, aponta o coordenador.

Autorizada a obra, foram necessários seis meses de estudo para o desenvolvimento do projeto, que envolveu a aquisição de tubos de cobre no Rio de Janeiro e de torneiras vindas da Europa. O poste, sextavado, foi obra de um artífice local.

No dia 8 de setembro de 1871, o chafariz do Largo da Ponte foi inaugurado. Além de facilitar o trabalho dos pipeiros, Ferreira destaca que ele serviu como um instrumento de inclusão social, pois “possibilitou que todas as classes sociais tivessem um ponto de coleta d’água na cidade”.

E assim foi até o início do século 20, quando, após a inauguração do primeiro sistema de abastecimento de água de Curitiba, o chafariz foi assumindo sua atual função estética. “Em 1939, ele chegou a ser retirado da praça e levado ao Museu Paranaense [ainda no Batel, como forma de resguardar sua integridade]. A história oral aponta, no entanto, que muito provavelmente a parte de cima do chafariz [que era convexa] tenha sido o motivo de sua retirada, pois, para a igreja, ele representava um símbolo fálico”, conta Ferreira.

Em 1968, por determinações do ex-prefeito Omar Sabbag, o chafariz voltou à Praça Zacarias, mas sem o tal “acabamento”. Desde então, mantém vivo um importante pedaço da história do abastecimento público de Curitiba e do Paraná. Trecho de texto da Revista Haus adaptado para o blog.

Texto 2:

Pouco notado em meio à paisagem urbana do Centro, um elemento convive com gerações de curitibanos e lembra uma época em que não havia torneiras nas casas da cidade. É o Chafariz ou repuxo da Praça Zacarias, um dos mais antigos monumentos da cidade.

Nascido de uma ideia do engenheiro Antônio Rebouças Filho, sua finalidade era facilitar o acesso da população local a uma fonte de abastecimento de água potável. O Chafariz foi o primeiro encanamento de água de abastecimento do Paraná e chegou à Zacarias (então Largo da Ponte) em 1871. Naquele ano, no dia 8 de setembro, começou a encher os baldes dos moradores e as pipas das carroças dos entregadores de água. A canalização partia de onde hoje fica a Praça Rui Barbosa (à época, Praça da Misericórdia).

Na época da instalação, Curitiba tinha menos de 13 mil habitantes e a então Praça da Misericórdia, de onde a água brotava, era pouco frequentada. No Largo da Ponte, de maior tráfego de pessoas, o acesso era mais fácil. Ia até lá quem não podia pagar pelo serviço ou não tinha empregados para buscar a água. Os mais abastados esperavam pela visita dos chamados aguadeiros ou pipeiros, que também faziam fila em frente às torneiras do Chafariz.

A peça era um obelisco instalado sobre uma base hexagonal e com quatro torneiras ao seu redor. Em volta dele, uma bacia quadrada coletava a água excedente e a devolvia ao rio Ivo. Para impedir a aproximação de animais, pesadas correntes em torno do conjunto eram sustentadas por colunas de granito.

Segundo boletim da Casa da Romário Martins, funcionou até 1910, quando teve início o fornecimento de água encanada. Sem função, foi desmontado e ficou quase 30 anos longe dos olhos do público. Recuperado, foi instalado no Museu Paranaense em 1939 e lá permaneceu até o final da década de 60.

Somente em 1968, quase 60 anos depois de sua remoção da praça, voltou a ocupar seu lugar no endereço primitivo – então como monumento definitivamente incorporado à paisagem da cidade. Texto da PMC adaptado para o blog.

Nota do blog: Data 2025 / Crédito para Jaf.


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