Imagens da Paróquia São João Batista, Américo de Campos, São Paulo, Brasil

















































Imagens da Paróquia São João Batista, Américo de Campos, São Paulo, Brasil
Américo de Campos - SP
Fotografia
Texto de apoio:
O Cruzeiro:
Iniciando nossa história, recordamos a fé de nosso povo, desde os sertanistas com os quais se deram a fundação de nosso município até os dias de hoje.
No final do ano de 1919, os pioneiros locais procuraram João Inocêncio do Amaral com o desejo de criar um patrimônio e por ele foram retalhados cerca de 27 quarteirões, doados ao Bispado de São Carlos, como “Patrimônio em prol de uma futura Paróquia”. Nossa história de fé começa em 1920. Consta no álbum publicado em 1943, “Resumo Fotográfico da Diocese de Rio Preto”, que nessa data foi erguido o primeiro Cruzeiro, marco da fé cristã, presença do catolicismo no meio do povo. José Batista de Souza foi o carpinteiro do primeiro cruzeiro, que foi transferido para frente da primeira matriz de tijolos, em 1925, e se encontra hoje na parte interna da Igreja Matriz, no presbitério, com a imagem do Cristo crucificado.
Relato da construção da primeira Capela:
Logo após a implantação do Cruzeiro, ainda em 1920, inicia-se a construção da primeira Capela do povoado. Consta no livro “São João das Águas Paradas”, que apresenta um relato da história da fundação de Américo de Campos, escrito por Maria Garcia Flores Jabur, que a pequena Capela provisória, feita de pau-a-pique e dedicada à Nossa Senhora Aparecida, foi construída por Manoel Francisco da Silva, o Mané Chico, que acreditam ser o primeiro povoador. Hoje, no local em que estava construída essa Capela encontra-se a Escola Municipal Prof. José Jabur, fato também afirmado por Didi Ferracini, que se lembra do local e é nossa testemunha.
Logo em seguida, lá foi colocada a imagem de São João Batista, pelo padre Agostinho dos Santos Pereira, então vigário de Tanabi. Daí em diante, o padroeiro do município passou a ser São João Batista.
Início da construção da primeira Igreja:
Em 1925, iniciou-se a construção da tão sonhada Igreja de tijolos, na atual Praça Padre Henrique Bosschaerts. Esta Igreja foi construída a muitas mãos, com apoio da comunidade, realização de promoções e doações de muitos católicos. A Igreja acolheu as celebrações dos sacramentos até a construção da atual Matriz ao seu redor.
O término dessa construção, acredita-se, que aconteceu em 1949.
Em 1931, foi pregada a 1ª Missão pelos padres do Verbo Divino de Campinas. Em 1935, o Bispo Diocesano, Dom Lafayette Libânio, esteve aqui em visita pastoral pregando a Missão e administrando o Crisma.
Criação da Paróquia:
Sob a ação do Espírito Santo e a intercessão de São João Batista, nosso povo caminhava rumo ao Reino de Deus e, constatando-se o desenvolvimento do local, foi criada, no dia 27/12/1940, a nova Paróquia de São João Batista de Américo de Campos, por decreto de Dom Lafayette Libânio, então bispo da diocese de São José do Rio Preto.
Padre Henrique Bosschaerts, o primeiro pároco:
É necessário pastores para guiar o rebanho, para orientar na fé, partilhar a Palavra, a Eucaristia e os demais sacramentos. Padre Henrique Bosschaerts foi o primeiro pároco da Paróquia São João Batista. Nasceu em Wilrijk, na Bélgica no dia 24/03/1881, sendo sua ordenação presbiteral em 30/06/1907. Chegou ao Brasil em 1908, lecionou no Seminário Maior de Pirapora e no Atheneu Jahuense até 1921. Vindo para a Diocese de São Carlos, foi-lhe confiada a formação da Paróquia de Corumbataí, passando depois para as de Jurema e Tabapuã. Em 1930, sendo criado o Bispado de Rio Preto, foi incumbido da formação da Paróquia de Ribeirão Claro, onde permaneceu até 1935, quando por motivos de saúde obteve licença para voltar ao seu país natal. Regressou em 1940 e foi designado pelo Bispo Dom Lafayette Libânio para assumir a Paróquia de Américo de Campos, sendo sua posse canônica em 22/05/1941.
Construção da Igreja Matriz atual:
Em 1955, padre Henrique Bosschaerts iniciou a construção da atual Igreja Matriz, que foi construída por fora (ao redor) do outro templo já existente que era menor. Por ocasião do início da construção, foi deixado um espaço no interior do alicerce onde foi depositada a ata da pedra fundamental. A mesma foi lida e após assinada pelas autoridades civis e eclesiásticas locais, dentre elas Dom Lafayette Libânio, padre Henrique, Francisco de Vilar Horta, primeiro prefeito de Américo de Campos e o pedreiro Carlos Lauer, sendo colocada no referido local, e construindo-se a Matriz sobre a mesma. O projeto arquitetônico da Igreja Matriz foi baseado em uma igreja da Bélgica, na qual padre Henrique se inspirou para realizar o referido projeto. Padre Henrique a desenhou e depois se empenhou para que se tornasse realidade, com a ajuda de muitas pessoas naquela época.
Construção da torre da Matriz:
A torre, construída depois da Matriz já terminada, teve seu início por volta do ano de 1962, com padre Henrique. Padre Jarbas chegou com o alicerce já pronto. Depois de alguns meses iniciou a construção da torre, concluindo a obra antes de sua transferência, no ano de 1965. O desenhista arquitetônico e construtor da torre foi Benedito Alves da Silva. A torre era revestida de cimento cru e foi inaugurada sem o relógio.
Inauguração do relógio da torre:
Padre Severino muito se dedicava à mecânica, isso fez com que ele idealizasse um relógio na torre da Igreja Matriz, símbolo do soar das horas, elevando o coração dos católicos a Deus. Era comum ver Padre Severino manuseando com muita dedicação peças e parafusos para que o objeto trabalhasse com perfeição. O relógio da torre foi inaugurado no dia 29/01/1967. Ao lado da torre foi instalado um grande sino de bronze que soava, segundo o costume da época, quando falecia uma criança, quando a Paróquia recebia visitas de autoridades eclesiásticas ou civis, e em ocasiões e celebrações especiais. Depois de algum tempo, o sino foi colocado no interior da torre, lá permanecendo até os dias atuais.
Trecho de texto do site da Diocese de Votuporanga adaptado para o Blog.
Nota do blog: Data 2026 / Crédito para Jaf.



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