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Imagens da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, Rio de Janeiro, Brasil

  • Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
    Fotografia e Nostalgia
  • 14 de jun.
  • 4 min de leitura

Imagens da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Rio de Janeiro - RJ

Fotografia


Texto 1:

Do alto do Outeiro da Glória, no Rio de Janeiro, é possível ver toda a Baía de Guanabara. Nesse local com vista privilegiada, está a Igreja construída em homenagem à Nossa Senhora da Glória que se tornou uma das atrações turísticas da cidade por seu grande valor cultural e arquitetônico. Antes da construção da Igreja, o espaço se chamava Chácara Oriente e o terreno foi doado à Nossa Senhora e à Irmandade em 20 de junho de 1699.

A devoção à Santa começou no século XVII com uma capela erguida por um eremita português. O dono da chácara onde ficava a pequena ermida, Cláudio Gurgel do Amaral, era devoto de Nossa Senhora da Glória e doou as terras com a condição de que fosse erguida uma Igreja em homenagem à Santa e que ali fosse seu leito de morte.

Após a doação do terreno, a capela recebeu melhorias. Já a pedra fundamental da Igreja só foi lançada em 1714. A construção só foi concluída em 1739. O projeto costuma ser atribuído ao tenente-coronel José Cardoso Ramalho e segue o estilo barroco. De acordo com informações do Iphan, Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional, “os trabalhos de talha realizados no coro, nos púlpitos, no retábulo da capela-mor e nos dois laterais localizados na nave são do fim do século XVIII ou do princípio do século XIX”.

Em 1808, a família Real portuguesa desembarcou no Rio de Janeiro e passou a realizar os batismos dos descendentes nascidos no Brasil na Igreja Nossa Senhora da Glória . A primeira filha de dom Pedro I e dona Leopoldina, a princesa Maria da Glória, foi batizada em 1819 com a presença do avô Dom João VI. Em 1849, Dom Pedro II concedeu o título de “Imperial” à irmandade.

No dia de Nossa Senhora da Glória, celebrado em 15 de agosto, são realizados os festejos no Outeiro. Desde 1867, alguns dias antes, em 5 de agosto, acontece a tradicional troca das vestes. A imagem de Nossa Senhora de um 1,60m de altura recebe roupas novas todos os anos. Texto da EBC.

Texto 2:

Em 1671, o ermitão Antônio de Caminha construiu sob a invocação da Senhora da Glória, uma pequena capela em um dos locais históricos mais bonitos da cidade do Rio de Janeiro, o Outeiro da Glória.

As terras, incluindo o outeiro, pertenciam a Cláudio Gurgel do Amaral, que as doou à Senhora da Glória por escritura pública em 1699, condicionando a permanência da capela e sepulturas para o doador e seus descendentes. Existem indicações de que já havia então uma Irmandade para cultuar Nossa Senhora da Glória, com recursos suficientes para lançar a Pedra Fundamental da atual Igreja, embora esta só tenha vindo a ser canonicamente instituída em 1739, data da conclusão das obras. Supõe-se que o tenente coronel José Cardoso Ramalho tenha sido o engenheiro responsável pelo projeto, como também é provável ser dele a autoria da Igreja de São Pedro dos Clérigos, hoje desaparecida.

Com o passar dos anos, a Igreja se firmou como uma das mais frequentadas pela sociedade carioca, e após 1808, data da chegada da corte Portuguesa ao Rio de Janeiro, tornou-se a predileta da Família Real, que aí fez consagrar à Nossa Senhora da Glória todos os seus descendentes.

Conduzida ao Outeiro nos braços do avô D. João VI, a Princesa D. Maria da Glória, primogênita de D. Pedro I e D. Leopoldina, deu início a essa tradição, que tem sido mantida até nossos dias. A devoção da Família Real de Bragança, depois Imperial, trouxe à Igreja fama e prestígio. D. Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina e suas filhas, que já eram membros da Irmandade, outorgou à mesma, em 27 de novembro de 1849, o título de Imperial que, respeitado pela República, conserva-se até os dias atuais.

No período monárquico, havia o ritual da troca das vestes da Virgem e do Menino Jesus, realizado pelas princesas imperiais. Atualmente, esse ritual é de responsabilidade das aias e zeladoras da Igreja. O Museu da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da glória do Outeiro teve sua origem com a mostra de documentos e alfaias organizados em 1939, por ocasião do bicentenário da Igreja e já em 1941, instalava-se em uma sala do antigo Armazém da Irmandade, construído em 1678.

O templo não é uma Igreja Matriz,mas uma importante Igreja Histórica de nossa cidade. Está ligada à Matriz do Sagrado Coração de Jesus da Glória. Como obras de assistência social e comunitária, além do Ambulatório Nossa Senhora da Glória, socorre carentes. Dispõe de biblioteca, museu, arquivo, salão para eventos e programa musical. Possui preciosas relíquias sacras. Texto de Orlindo José de Carvalho.

Texto 3:

Durante o século XVII foi construída uma pequena capela dedicada à Nossa Senhora da Glória, no morro hoje conhecido como Outeiro da Glória, que primitivamente beirava o mar e se chamava Uruçumirim.

A atual igreja foi edificada em princípios do século XVIII e concluída em 1739, segundo projeto atribuído ao tenente-coronel José Cardoso Ramalho.

A planta da Igreja é constituída por dois prismas octogonais que se entrelaçam, com torre sineira única e centrada à frente, formando, na parte de baixo, uma pequena galilé quadrada e aberta em cada lado por um arco, compondo o pórtico da entrada.

As portadas laterais de lioz são de estilo rococó, provavelmente da segunda metade do século XVIII. Destaca-se, na fachada, a portada de lioz com medalhão de Nossa Senhora. É considerada como a primeira obra de arquitetura a introduzir no barroco brasileiro um novo conceito espacial, mais próximo ao barroco italiano, pelo usos das curvas que compõem a planta, presentes também nas igrejas de Nossa Senhora da Lapa e Nossa Senhora Mãe dos Homens.

Internamente a nave da Igreja possui pilastras, cimalhas e arcos duplos em cantaria. Nas paredes da nave, capela-mor, coro e sacristia são notáveis os painéis de azulejos portugueses representando cenas bíblicas, executados entre 1735-1740. São do fim do século XVIII ou do princípio do século XIX os trabalhos de talha realizados no coro, nos púlpitos, no retábulo da capela-mor e nos dois laterais localizados na nave.

A sacristia possui um belo arcaz, pinturas representando os doutores da Igreja e dois chafarizes.

O edifício localizado atrás da igreja possui um museu com importantes peças artísticas pertencentes à Irmandade. Texto do Ipatrimônio.

Nota do blog: Data 2026 / Crédito para Jaf.


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