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Imagens da Estação Ferroviária Evangelina / Evangelina Nova, Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil

  • Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
    Fotografia e Nostalgia
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Imagens da Estação Ferroviária Evangelina / Evangelina Nova, Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil

Ribeirão Preto - SP

Fotografia


Texto 1:

Inaugurada em 02/12/1961 com o nome E-4.

Em 01/01/1967, recebeu o nome de uma estação que havia sido desativada na mesma década, da Estrada de Ferro São Paulo-Minas.

Conhecida como "Evangelina Nova".

Texto 2:

"Em Evangelina há um conjunto de chácaras de um lado da linha (Itanhangá e Recreio Internacional) e, do outro lado, existia uma fazenda de citrus que, segundo informações recentes, está agora ocupada com cana. Com o crescimento de Ribeirão, a região ficou bastante urbanizada, inclusive com a construção de conjuntos habitacionais próximos. Quando eu conheci aquela área, nos anos 80, era tudo mato, e a área urbana era bem longe, no bairro de Vila Abranches. Depois descobri que Vila Abranches, originalmente, deveria ser o nome da estação (que acabou tomando o mesmo nome da desativada Evangelina da São Paulo-Minas). Da estação velha, a da São Paulo-Minas, desativada em 1964, não restou nada, e, segundo o antigo chefe, plantaram laranja por cima. Nunca vi nenhuma foto dela. Evangelina era a mãe do construtor do ramal e este, por incrível que pareça, estava vivo em 1991! Evangelina tinha, nessa época, cofres, staff, móveis antigos, tudo vindo das estações antigas da Mogiana. Tinha também um conjunto de casas de funcionários e uma torre com caixa dágua da Mogiana, tudo no estilo Carvalho Pinto. No hall da estação, havia uma enorme placa com aquela colméia no formato do Estado com uma abelhinha, escrito qualquer coisa parecida com "São Paulo em ação". Era legal ficar lá na plataforma e era gostoso ouvir o barulho do staff e os sinais que ele dava, avisando que o trem já tinha deixado a estação próxima e estava a caminho. Era legal girar o dínamo e falar com Cravinhos, Ribeirão ou com Biagípolis, como há 60 anos atrás! Tinha o seletivo, que era um telefone que falava com o pessoal do Movimento em Campinas. Por ali passava o trem de passageiros para São Sebastião do Paraíso, que segundo um antigo usuário era apelidado de "Goiaba", porque atravessava um grande centro produtor desta fruta". Depoimento de Rodrigo Cabredo, dado em fevereiro de 1999, que muitas vezes desceu nessa estação antes dela ser desativada para passageiros, em fins de 1997.

Texto 3:

Em dezembro de 1999, a estação estava fechada, mas não abandonada: alguém cuidava dela, pois os antúrios de seus canteiros externos estavam bem, e o saguão do prédio e sua plataforma, limpos. Ela ficava exatamente atrás de um condomínio fechado, chamado Itanhangá, com acesso por um caminho de terra.

Em 2014, porém, a estação já era (consta que isso, na verdade, ocorreu em 2001), um espelho da tragédia que se tornaram as ferrovias após a privatização: abandonada e depredada, levaram tudo o que nela existia, inclusive portas e janelas.

Em 2024, está em ruínas, aguardando que o tempo termine o serviço.

Trecho de texto do Estações Ferroviárias do Brasil complementado e adaptado para o blog.

Nota do blog 1: A estação foi operada pela Companhia Mogiana de Estradas de Ferro (1961-1971) e FEPASA (1971-1998).

Nota do blog 2: Imagens 1 a 3, data 1998, crédito para Ralph M. Giesbrecht / Imagem 4, data 2011, crédito para Marcelo Tomaz / Imagens 5 a 8, data 2024, crédito para Wescley Anjos.


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