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Imagens da Casa da Memória e Cemitério do Imigrante, Joinville, Santa Catarina, Brasil

  • Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
    Fotografia e Nostalgia
  • há 4 horas
  • 4 min de leitura

Imagens da Casa da Memória e Cemitério do Imigrante, Joinville, Santa Catarina, Brasil

Joinville - SC

Fotografia


Texto 1:

No Cemitério do Imigrante estão enterrados os primeiros imigrantes luteranos que colonizaram Joinville. O primeiro sepultamento ocorreu em dezembro de 1851 e o cemitério funcionou até o ano de 1913, tendo aproximadamente dois mil sepultados e 490 sepulturas.

Hoje, o Cemitério se tornou um bosque bem cuidado e que uma vez por mês recebe o evento "Domingos Musicais".

A Casa da Memória era a antiga casa do coveiro, e hoje conta com uma sala de exposição de artes, além de ser ponto de encontro da Sociedade Cultural Alemã de Joinville (SCAJ). Trecho de texto do Visite Joinville adaptado para o blog.

Texto 2:

O espaço é um dos raros exemplos de campo santo do século 19 ainda preservado no Brasil e que remetem ao período de colonização europeia no país.

O antigo Cemitério de Joinville é o segundo local escolhido pelos primeiros imigrantes da Colônia Dona Francisca para sepultamentos. O primeiro foi instalado, em 1851, na rua do Porto (Hafenstrasse), hoje rua 9 de Março. Mas o local era vulnerável a inundações.

Por iniciativa do pastor protestante Jacob Daniel Hoffmann, em dezembro de 1851, buscou-se outro local para os sepultamentos, na colina do Caminho do Meio (Mittelweg), em lote doado pela Companhia Colonizadora de Hamburgo – hoje rua 15 de Novembro, centro da cidade.

No contrato firmado, quatro morgos de terra foram destinados para um cemitério que atendesse tanto aos fiéis evangélicos luteranos quanto aos católicos romanos, que passou a ser denominado Cemitério de Joinville. O primeiro sepultamento foi do ex-tenente da Marinha de Schleswig-Holstein, Carl Andreas von Bürow, que faleceu no dia 26 de dezembro de 1851, aos 27 anos de idade.

Em 1857, foi construída a casa do coveiro, hoje a “Casa da Memória do Imigrante”, para abrigar o coveiro e sua família. É uma das mais antigas construções de Joinville.

A partir de 1871, com a abertura do Cemitério Paroquial ao lado da Igreja Matriz (hoje, Catedral São Francisco Xavier), destinado exclusivamente ao enterro de católicos, o antigo cemitério foi reservado apenas aos protestantes, e por isso passou a ser conhecido como Cemitério Evangélico (Evangelischer Friedhof).

Em 1913, com a inauguração do Cemitério Municipal, o Cemitério Evangélico foi fechado, mas até 1937 ainda ocorreram sepultamentos nos túmulos perpétuos. Há registros de aproximadamente 3.300 pessoas enterradas entre 1851 e 1937, embora atualmente restem apenas 490 jazigos.

O local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1962, como patrimônio histórico e paisagístico brasileiro. Uma comissão de voluntários foi criada pelo Executivo Municipal para cuidar do espaço, que a partir dessa época passa a ser conhecido como Cemitério do Imigrante. A antiga casa do coveiro foi residência particular até ser adquirida pelo governo municipal em 1984, que ali instalou a Casa da Memória. Trecho de texto do Jornal da Cidade adaptado para o blog.

Texto 3:

Nas últimas duas décadas, lápides e túmulos do Cemitério do Imigrante passaram por processos de conservação e monitoramento. Neste trabalho foram recolhidos centenas de artefatos ornamentais, gradis, cruzes, lápides de cerâmica, ferro esmaltado e em porcelana, entre outros objetos danificados pela ação do tempo ou vandalismo. O acervo está armazenado na Casa da Memória.

“Trata-se de itens de especial valor histórico e cultural, que depois de restaurados poderão ser colocados em seus sítios originais ou compor o acervo histórico do município”, explica a historiadora e especialista em acervos Dolores Carolina Tomaselli, uma das coordenadoras do projeto.

Para ela, o objetivo maior do projeto é dar dignidade ao acervo que está fora do seu local precípuo. Será possível reintegrar peças quando identificado o túmulo originário, a exemplo das cruzes.

Além disso, os artefatos também revelam o surgimento do “comércio associado ao sepultamento” no final do século 19 em Joinville, o que até então era importado pela Cia. Hoepcke. “Da mesma forma que havia a produção dos caixões, também havia cruzes já prontas e, quando necessário, se colocava a inscrição”. Com o passar do tempo, a indústria evolui para a produção de lápides de porcelana e, finalmente, as de ferro esmaltado com a foto do falecido estampada.

Especificamente as cruzes (primeiras peças a serem catalogadas) são de túmulos de famílias recorrentes na história de Joinville, como Trinks, Colin Delitsch, Lepper, por exemplo. A maior parte delas é de ferro fundido e tem as inscrições dos dados da pessoa falecida em relevo. Algumas são fixadas na lápide com outro tipo de metal, como liga de cobre, o latão.

Consta que alguns desses artefatos foram importados da Alemanha, mas em outro período já eram fabricados em Joinville. Durante pesquisas, encontramos peças confeccionadas na Metalúrgica Otto Bennack, empresa instalada em 1893 onde atualmente é a rua 7 de Setembro, esquina com a Itajaí, e que no final da década de 1930 iria dar origem à Fundição Tupy.

Já os gradis (elementos que cercam os túmulos) são na sua maioria de ferro forjado, um trabalho mais artístico. A riqueza desse material está na diversidade de formas (ora retas, ora orgânicas). Temos gradis que remetem ao estilo art decor, outros tem inspiração no gótico e até art nouveau. Um destaque desse particular é o gradil do túmulo de Gustav Adolf Teuber, confeccionado em ferro e adornado com elementos produzidos em processo de conformação.

Quanto às lápides, há o emprego de pedras comuns como arenito, mármore, granito e basalto. Também há as de cerâmicas (terracota) ou, ainda, porcelanas pintadas à mão. Mas são os arenitos que prevalecem, tanto o rosa quanto o cinza. Parte desses elementos era importada e outros fabricados tanto em Joinville quanto no Rio Grande do Sul, quando se estabeleceram imigrantes artesãos.

Distinguir os diferentes elementos que ornamentam os túmulos dão outra perspectiva nas incursões pelo espaço. Os artefatos, como o ferro forjado, se encontram nos túmulos do topo do cemitério, área que concentra as sepulturas mais ricas do ponto de vista artístico. Se percebe na arquitetura tumular a mesma do centro da cidade. Trecho de texto do Jornal da Cidade adaptado para o blog.

Localizado na rua XV de Novembro, 1000.

Nota do blog: Data 2025 / Crédito para Jaf.

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