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Imagens da antiga Estação Ferroviária de Jaboticabal, São Paulo, Brasil

  • Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
    Fotografia e Nostalgia
  • 8 de fev.
  • 5 min de leitura

Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data 1916 / Autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data década de 20 / Autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data década de 20 / Autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data 1924 / Autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data e autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data e autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data e autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data e autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data e autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data e autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data 1970 / Autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data 1970 / Autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data 1970 / Autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data 1970 / Autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data 1970 / Autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data 1970 / Autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data 1970 / Autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data 1970 / Autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data década de 80 / Autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data e autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data e autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data e autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data e autoria não obtida.


Estação Ferroviária de Jaboticabal - Data e autoria não obtida.


Imagens da antiga Estação Ferroviária de Jaboticabal, São Paulo, Brasil

Jaboticabal - SP

Fotografia



É interessante saber que a cidade de Jaboticabal, que era município desde 1867, já tinha atividades com a Cia. Paulista de Estradas de Ferro desde 1887, quando a linha de navegação do rio Mogi-Guaçu teve um porto inaugurado.

A Estação Ferroviária de Jaboticabal foi inaugurada em 1893, como ponta de linha do tronco de bitola métrica da Seção Rio Claro. O primeiro trem teria chegado à cidade, com festas, em 5 de maio do mesmo ano, três meses depois da inauguração.

A navegação e a ferrovia conviveram juntas entre 1893 e 1903, quando a primeira foi desativada.

Já em 1900 começaram os estudos para o prolongamento da linha até Bebedouro.

A partir de 1916, daqui passou a sair a E. F. Jaboticabal, mais tarde adquirida pela Paulista, como ramal de Luzitânia, pequena ferrovia de pouco mais de 25 km que seguia para a zona rural do município.

Em outubro de 1922, era iniciada a construção da rotunda de Jaboticabal, para bitola métrica, prevendo a apliação para a bitola larga, e em 02/10/1924, a Paulista inaugura o carro Pullmann para a bitola estreita do trecho Rincão-Barretos. Foi nessa época que começou a circular a notícia da intenção da Paulista de modificar o traçado do prolongamento do tronco de bitola larga, que então já havia chegado até Rincão, para o outro lado do rio Mogi-Guaçu, utilizando parte do ramal de Pontal e seguindo, a partir da Estação de Passagem, pelo leito da Companhia Ferroviária São Paulo-Goiaz até Bebedouro, empresa esta que estava sendo comprada pela Paulista. A Companhia alegava que o traçado era mais viável, mesmo tendo que se cruzar duas vezes o Mogi, porque se aproveitava o terreno plano do seu vale. A cidade de Jaboticabal protestou contra essa possibilidade, afirmando que seriam seguidos apenas os interesses particulares do conselheiro Antonio Prado, presidente da Companhia, que tinha as fazendas Guatapará e São Martinho, além de querer aumentar a movimentação de Barrinha.

A Paulista continuava a afirmar que a serra de Jaboticabal dificultava o traçado da linha. Em 1927, saiu a decisão final de se utilizar o trecho comprado da São Paulo-Goiaz para a ampliação da bitola, na região de Barrinha e Passagem.

Entre 1928 e 1930, o antigo tronco de bitola métrica, reduzido ao trecho entre Rincão e Bebedouro, do lado oeste do rio Mogi, passava a se chamar ramal de Jaboticabal. A cidade passava a travar uma guerra com a Paulista, em que quem perdeu foi a primeira.

Bebedouro recebe a linha de bitola larga vinda de Pitangueiras com faixas: "Viva Bebedouro, Morra Jaboticabal!". De fato, esta última passava por um período de decadência devido a depender de um ramal de bitola menor e, consequentemente, trens mais lentos.

Dois anos depois, a cidade faz uma grande campanha para boicotar o transporte de suas cargas pela Paulista, tentando levá-las para Ribeirão Preto e embarcá-las pela Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, mas as coisas somente pioraram.

Em 1933, a Paulista retirou o carro Pullmann do ramal de Jaboticabal.

Em 1951, a Companhia Paulista mandou vagões antigos e ultrapassados para o ramal de Jaboticabal; comentava-se na cidade que eles estariam em piores condições que os da São Paulo-Goiaz, quando foi adquirido o trecho Passagem-Bebedouro, em 1924.

Em 1955, houve um protesto na Câmara Municipal contra o abandono do ramal. Dois anos depois, a Paulista começava a implantação de locomotivas diesel no ramal.

Em meados de 1961, a Paulista foi estatizada por Carvalho Pinto e a situação piorou.

Em setembro de 1966, o ramal de Luzitânia foi desativado.

Em 21/11/66, o Governo do Estado mandava suprimir o ramal de Jaboticabal e a população da cidade, indignada, marcava um comício para o dia 30. A alegação de que os ramais eram deficitários não convencia a opinião pública, que argumentava que isso era consequência da manutenção na linha de carros com mais de 40 anos de vida, entre outros fatores.

Em 10/12/1966, o prefeito era informado pela Paulista que o trecho Rincão-Jaboticabal seria mantido, enquanto no trecho restante seria iniciada a retirada dos trilhos até Bebedouro.

Em 22/12/1966, o tráfego no trecho Jaboticabal-Bebedouro foi suspenso definitivamente, enquanto o prefeito, o presidente da Câmara e deputados tentavam marcar reuniões com o governador e o presidente da Paulista. Por sua vez, os horários do trecho que sobraram foram alterados.

Em 14/12/1968, o governador Laudo Natel publicava no Diário Oficial a supressão do trecho Rincão a Jaboticabal.

Em 02/01/1969, o chamado "Dia da Tristeza" ou "Dia da Despedida": o último trem da Paulista saiu às 19h28m de Jaboticabal para Rincão, repleto de moradores, ferroviários e suas famílias, além de um fotógrafo de "O Estado de S. Paulo", num espetáculo constrangedor e emocionante ao mesmo tempo. Os trilhos começaram a ser retirados na mesma noite, assim que o trem chegou a Rincão.

A estação foi usada por muito tempo como sede da Justiça do Trabalho e, com isso, o prédio foi descaracterizado.

Atualmente (2026), o prédio funciona como sede do Ministério Público do Estado. Trecho de texto do Estações Ferroviárias do Brasil adaptado para o blog.

Nota do blog 1: Companhia Paulista de Estradas de Ferro (1893-1969).

Nota do blog 2: Data e autoria, quando obtidas, nas imagens.


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