Fontes Wallace, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, Brasil
- Fotografia e Nostalgia

- há 1 hora
- 2 min de leitura




Fontes Wallace, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia
Texto 1:
No Jardim Botânico existem sete fontes Wallace.
De ferro fundido, levam a assinatura do artista francês Charles Auguste Lebourg e datam da década de 1870. Parte do conjunto do Jardim Botânico, as peças das Fonderies d’Art du Val d’Osne foram tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) em 1938.
Algumas dessas fontes ainda vertem água e podem ser encontradas em locais muito frequentados do Jardim Botânico, como a área do Lago Frei Leandro. Também há fontes junto aos portões de entrada.
Os bebedouros ornados trazem desenhos da deusa Tétis, que, na mitologia grega, é a divindade da água, mãe dos rios e das fontes.
Seis dessas fontes foram colocadas no Jardim Botânico na gestão do diretor João Barbosa Rodrigues (1889-1909), na época das obras de desvio do rio dos Macacos.
Já a peça instalada próximo ao Portão 4 foi levada ao jardim durante a administração de Oswaldo Bastos de Menezes (1975-1979).
A maioria das fontes, chafarizes e monumentos de ferro fundido existentes na cidade do Rio de Janeiro leva a marca Val d’Osne, berço da fundição artística francesa, localizada no departamento de Haute-Marne, região de Champanhe-Ardenes.
O Rio de Janeiro tem um acervo variado e significativo de obras forjadas naquela região da França, graças, especialmente, a Auguste Glaziou, que veio ao Brasil a convite de Dom Pedro II e foi o idealizador dos primeiros parques e praças na capital do Império. Glaziou foi grande incentivador do uso das coleções importadas daquela fundição nos espaços públicos cariocas.
Estima-se que, no Rio de Janeiro, existam cerca de 200 exemplares, entre estátuas, bicas, fontes e chafarizes, de acordo com um levantamento realizado em 2000.
Essas peças em ferro fundido, em estilo neoclássico, chegaram ao Brasil no século XIX, compradas por meio de catálogos. O primeiro chafariz desse material no Rio de Janeiro foi obra do escultor Mathurin Moreau.
Sucesso na Europa oitocentista, as chamadas fontes d’art nasceram da associação entre a indústria do ferro e o talento de escultores, que resultou num trabalho em série. Trecho de texto do Extra adaptado para o blog.
Nota do blog: Data 2026 / Crédito para Jaf.



Comentários