Fita do Senhor do Bonfim / Fitinha do Senhor do Bonfim, Salvador, Bahia, Brasil
- Fotografia e Nostalgia

- 4 de set. de 2025
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Fita do Senhor do Bonfim / Fitinha do Senhor do Bonfim, Salvador, Bahia, Brasil
Salvador - BA
Fotografia
Texto 1:
Costuma-se atribuir a criação das fitas ao português Manoel Antônio da Silva Serva. Aproveitando uma tradição portuguesa de fitinhas em festas da Igreja Católica, ele teria lançado o souvenir por aqui em 1809, quando era tesoureiro da Devoção de Nosso Senhor do Bonfim – instituição mantenedora da Igreja Nosso Senhor do Bonfim, aberta em 1754. O objetivo seria angariar fundos para a igreja com a venda das fitas. Mas talvez não fosse bem assim: há registros de comercialização das fitas desde 1792.
E elas eram bem diferentes dos modelos atuais, a começar pelo nome: no começo, foram chamadas de “medidas do Bonfim”. Isso porque tinham de medir, precisamente, 47 centímetros – o comprimento do braço direito da imagem do Senhor do Bonfim (Jesus Cristo crucificado) que veio de Portugal a Salvador em 1745 e deu origem à igreja que leva esse nome.
Além disso, eram mais largas (5 a 7 centímetros de largura, contra 1 cm das de hoje) e rebuscadas: feitas com seda (ou cetim), tinham a imagem do Senhor do Bonfim em alto relevo e fios banhados em ouro. Coisa fina. Fiéis endinheirados compravam as medidas e as usavam nos ombros ou enroladas no chapéu.
Ao longo do século 19, outras igrejas da Bahia também passaram a produzir suas próprias medidas. Mas a tradição foi perdendo força no século 20 – e desapareceu por completo nos anos 1940. Mas não para sempre.
As fitas voltaram a circular duas décadas depois. Órgãos de turismo fizeram campanhas intensas com as fitas para divulgar as celebrações do Senhor do Bonfim, padroeiro não oficial de Salvador. Foi nessa época que elas ficaram menores e mais baratas. Ganharam cores, a frase característica (“Lembrança do Senhor do Bonfim da Bahia”) e nova matéria-prima (primeiro algodão e hoje, majoritariamente, náilon ou poliéster). A tradição manda prender as fitinhas no pulso ou nas grades da Igreja do Bonfim – que, vale dizer, não as fabrica mais. Na verdade, boa parte delas é produzida em São Paulo. Texto da Superinteressante.
Texto 2:
Você já se perguntou como funciona a fitinha do Senhor do Bonfim? Esse pequeno pedaço de tecido colorido, aparentemente simples, carrega uma das maiores expressões de fé, cultura e identidade do Brasil. Mais do que um acessório, ela é símbolo de esperança, devoção e proteção, com sua popularidade ultrapassando fronteiras.
Abaixo vamos explorar a origem, o significado e o modo tradicional de uso dessa fitinha, além de mostrar como ela ainda é atual nos dias de hoje.
Para entender como funciona a fitinha do Senhor do Bonfim, é essencial conhecer sua história. Ela surgiu em Salvador, na Bahia, no século XIX. Originalmente chamada de “Medida do Bonfim”, essa fita tinha 47 cm de comprimento, exatamente a altura da imagem do Senhor do Bonfim exposta na igreja que leva seu nome.
A tradição começou com os devotos que amarravam essa fita no braço ou no portão da igreja, fazendo três nós e mentalizando um pedido para cada nó. Quando a fita se desfazia sozinha, os pedidos, então, estariam prestes a se realizar.
Hoje, a fitinha ultrapassa o significado puramente religioso. Ela é vista como amuleto de fé, proteção espiritual e conexão com a ancestralidade.
O funcionamento da fitinha do Senhor do Bonfim envolve também um mergulho cultural: essa tradição baiana conquistou o Brasil e o mundo. Viajantes, devotos, artistas e até celebridades a utilizam como símbolo de positividade e energia.
Além disso, ela é frequentemente usada em festas religiosas, casamentos, lembrancinhas de batizado e até eventos corporativos com temática cultural. Esse elo entre o sagrado e o popular reforça o seu valor simbólico.
A função da fitinha vai além do que os olhos veem. A tradição consiste em amarrá-la no pulso esquerdo (o lado do coração) com três nós. Para cada nó, deve-se fazer um pedido mentalmente. Após isso, não se pode retirar a fita. Ela deve cair sozinha, naturalmente, pois é nesse momento que, segundo a crença, os pedidos se realizam.
Por outro lado, se a fita for cortada antes, acredita-se que os desejos não se concretizarão. Esse ritual simples é parte do encanto que mantém essa tradição viva por tantos anos.
Ao entender como funciona a fitinha do Senhor do Bonfim, vale também conhecer o significado das cores:
Branco: paz e espiritualidade; Azul: proteção e serenidade; Verde: esperança e saúde; Amarelo: prosperidade e luz; Vermelho: amor e paixão; Roxo: transformação e fé.
A escolha da cor pode estar relacionada ao pedido feito ou ao orixá do candomblé com o qual a pessoa se identifica.
Mesmo com o passar dos anos, o uso da fitinha continua relevante. Eventos religiosos como a "Lavagem do Bonfim", em Salvador, ainda são repletos de fitas coloridas. Inclusive, com a personalização, esse item ganhou novos espaços, como: Eventos corporativos com identidade cultural; Campanhas de marketing com propósito; Lembrancinhas criativas e com valor simbólico; Brindes promocionais com forte apelo emocional.
Agora que você já sabe como funciona a fitinha do Senhor do Bonfim, fica claro o quanto esse símbolo é rico em significados e possibilidades. Sua origem religiosa, seu valor cultural e sua adaptabilidade a diversos contextos fazem dessa fita muito mais do que um enfeite, ela é um elo com o sagrado e uma poderosa ferramenta de conexão. Trecho de texto do JN.
Texto 3:
A fita do Bonfim ou fitinha do Bonfim é uma lembrança típica de Salvador, criada em 1809 e que desapareceu no início da década de 1950. Era conhecida como “Medida do Bonfim”, por medir exatos 47 centímetros de comprimento, a medida do braço direito da estátua de Jesus Cristo / Senhor do Bonfim, postada no altar-mor da igreja mais famosa da Bahia.
A medida era confeccionada em seda, com o desenho e o nome do santo bordados à mão e o acabamento feito em tinta dourada ou prateada e usada no pescoço, como um colar, no qual se penduravam medalhas e santinhos.
Ao pagar uma promessa, o fiel carregava uma foto ou uma pequena escultura de cera representando a parte do corpo curada com o auxílio do santo. Não se sabe quando a transição para a atual fita, de pulso, ocorreu, sendo fato que em meados da década de 1960 a nova fita já era comercializada nas ruas de Salvador. Texto da Basílica Santuário Senhor do Bonfim.
Nota do blog 1: Nas imagens do post as fitas do Senhor do Bonfim amarradas em seu lugar de excelência, a Basílica Santuário Senhor do Bonfim / Igreja Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador/BA.
Nota do blog 2: Data 2019 / Crédito para Jaf.



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