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Embutidos presunto, peito de peru e salame são saudáveis? - Artigo

Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
Fotografia e Nostalgia
há 3 horas
4 min de leitura

Embutidos presunto, peito de peru e salame são saudáveis? - Artigo

Artigo


Na hora de preparar um lanche, presunto, peito de peru e salame estão entre as opções mais práticas. Fáceis de combinar com o pão e prontos para o consumo, esses embutidos são comuns na alimentação do dia a dia. Mas, como são carnes processadas, consumi-las frequentemente aumenta os riscos à saúde.

No supermercado, alguns detalhes do rótulo ajudam a comparar os produtos. Veja o que observar na embalagem, quais têm menos sódio e gordura saturada e como fazer escolhas mais equilibradas no dia a dia.

Do que eles são feitos?

Presunto, peito de peru e salame são carnes processadas porque passam por técnicas que modificam a carne fresca para aumentar sua conservação e alterar características como sabor, aroma e textura. Entre as técnicas, estão a cura, a fermentação e a defumação.

O presunto e o peito de peru costumam ser cozidos, já o salame passa por fermentação e maturação.

Na cura, é comum usar sal e substâncias como o nitrito de sódio, que ajudam a conservar o alimento. No entanto, durante o processamento, podem ocorrer reações que aumentam a formação de compostos associados ao risco de câncer.

Características de cada produto:

Presunto: é feito com carne suína, que recebe sal e passa por cura antes de ser cozida.

Peito de peru: é produzido com carne de peru e pode levar sal, conservantes e outros ingredientes durante o processamento. Algumas versões têm menor teor de gordura e sabor mais suave.

Salame: costuma ser feito com carne suína ou uma mistura de carnes, além de sal e temperos. A carne é moída e passa por cura e fermentação.

Riscos de consumo dos embutidos:

Uma fatia de peito de peru no pão, presunto no misto-quente, salame na tábua do lanche da tarde. Parecem hábitos simples, mas, quando o consumo é frequente, pode causar danos à saúde. Entre os riscos associados ao consumo frequente estão:

Câncer: a OMS (Organização Mundial da Saúde) classifica as carnes processadas como cancerígenas para humanos, com evidências mais fortes para o câncer colorretal. O processamento pode levar à formação de compostos capazes de danificar as células e contribuir para o desenvolvimento da doença.

Pressão alta: o excesso de sódio presente em muitos desses produtos pode contribuir para o aumento da pressão arterial, principalmente quando o consumo é frequente.

Doenças cardiovasculares: estudos associam o consumo frequente de carnes processadas a um maior risco de doenças cardiovasculares, incluindo a doença isquêmica do coração, que ocorre quando há redução do fluxo de sangue e oxigênio para o músculo cardíaco.

Excesso de peso: algumas carnes processadas têm quantidade elevada de gordura e calorias. Quando consumidas com frequência, podem contribuir para uma alimentação mais calórica e dificultar o controle do peso.

O que levar em conta na hora do consumo:

Se você decidiu consumir presunto, peito de peru ou salame, vale conferir as informações nutricionais antes de escolher qual levar para casa. Prefira, de modo geral, produtos com menor teor de sódio e gordura saturada e uma lista de ingredientes mais simples.

Observe:

Rotulagem frontal. Verifique se o produto traz a lupa de "alto em sódio" ou "alto em gordura saturada".

Tabela nutricional. Compare os valores por 100 g, principalmente de sódio e gordura saturada. Essa é a melhor forma de comparar produtos com porções diferentes.

Sódio e gordura saturada. Entre produtos da mesma categoria, dê preferência aos que apresentam menores quantidades desses nutrientes por 100 g.

Percentual de carne. Quanto menor o percentual de carne, maior tende a ser a participação de água e outros ingredientes na formulação.

Data de validade e conservação. Confira o prazo de validade e as orientações de armazenamento, principalmente depois de abrir a embalagem. O armazenamento inadequado pode aumentar o risco de contaminação por bactérias.

Análise dos tipos:

A análise mostra que o salame se destaca pelos maiores teores de sódio e gordura saturada. Já presunto e peito de peru apresentam valores mais baixos, mas não de forma uniforme. Dentro de uma mesma categoria, há produtos com composições bastante diferentes.

O peito de peru, dependendo da marca, tem menos gordura que outros embutidos. Durante muito tempo, as pessoas consumiram o produto achando que não traria problemas ao organismo, o que na verdade é um erro. O peito de peru também tem alto teor de sódio e pode ser até mais calórico que outros embutidos.

Qual a quantidade limite de consumo?

A OMS não define uma quantidade de carnes processadas considerada segura. A avaliação feita pela Iarc (Agência Internacional de Pesquisa em Câncer) estimou que o consumo diário de 50 g está associado a um aumento de 18% no risco de câncer colorretal. A recomendação é evitar o consumo frequente desses alimentos.

Como substituir os embutidos nos lanches

Uma forma de reduzir o consumo de embutidos é alterná-los com outras fontes de proteína, como ovos, frango, peixes, queijos e pastas de leguminosas. Também vale evitar combinar, no mesmo sanduíche, vários ingredientes ricos em sódio, como embutidos, queijos salgados e molhos industrializados.

Verduras e legumes, como tomate, folhas, cenoura, pepino e abacate, ajudam a variar o recheio. Ervas, azeite e hortelã podem dar sabor no lugar de molhos prontos, que podem concentrar sódio, açúcar e gordura. A ideia é variar as opções e deixar os embutidos para ocasiões pontuais. Trecho de texto de Samantha Cerquetani.

Nota do blog: Data e autoria da imagem não obtidas.

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