Decoração de João Garapeiro para as comemorações do Centenário de Ribeirão Preto, 1956, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil



Decoração de João Garapeiro para as comemorações do Centenário de Ribeirão Preto, 1956, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
Ribeirão Preto - SP
Fotografia
Eu não costumo fazer posts sobre pessoas.
Mas, neste caso, a pessoa merece!
Trata-se de João Perone, conhecido como João Garapeiro, principal nome em seu ofício na cidade, uma verdadeira lenda!
E não vou ficar falando sobre seu caráter, como ele era uma boa pessoa, etc.
Tudo isso é desnecessário e óbvio.
De verdade, resolvi fazer esse post devido a essas duas fotos que tive acesso, que embora não saiba a data, contexto e outras informações, não é difícil de compreender: elas mostram o Ford 1929 de João Garapeiro estacionado (provavelmente em seu ponto na rua Américo Brasiliense) e decorado com algumas cana-de-açúcar (a planta) em alusão ao seu tipo de comércio (venda de caldo de cana / garapa).
Além disso, há uma faixa onde ele saúda Ribeirão Preto e o chefe da nação.
Também há um cartaz (ilegível) onde se pode ver um conhecido símbolo da cidade.
Assim, com essas pistas, ficou fácil de acertar: estamos em 1956, ano das comemorações do Centenário de Ribeirão Preto!
João Garapeiro quis enfeitar seu comércio, torná-lo atrativo durante aquele período, o que na minha opinião, deu muito certo. Tanto é verdade, que ele resolveu fotografar, registrando a decoração especial que realizou para aquele período.
Continuando, o chefe da nação era o então presidente Juscelino Kubitschek, que aqui veio em 1956 para as comemorações acima referidas, ocorridas no primeiro ano de seu governo.
O símbolo, que até hoje não sei o nome (mas acho que foi baseado no do IV Centenário de São Paulo), foi criado para as comemorações do Centenário da cidade. A flecha indica que sob a égide de São Sebastião a cidade nasceu, sendo o primeiro indicativo de seu Centenário e forma o "R" e o "P" de Ribeirão Preto.
Concluindo, fica apenas uma questão: notem o menino nas duas fotos. Seria seu filho João Perone Filho, que continua a tradição começada por seu pai?
Nota do blog 1: Caso esse texto esteja errado, que não ocorreu do jeito que escrevi, que "viajei na maionese", mesmo assim não tem problema. O post vale e fica como homenagem à João Garapeiro.
Nota do blog 2: Data 1956 / Crédito para família Perone.



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