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Crianças brincando na escultura "A Justiça", 1968, Supremo Tribunal Federal, Brasília, Distrito Federal, Brasil

Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
Fotografia e Nostalgia
há 12 horas
2 min de leitura

Crianças brincando na escultura "A Justiça", 1968, Supremo Tribunal Federal, Brasília, Distrito Federal, Brasil

Brasília - DF

Fotografia


Essa antiga imagem vem muito a calhar: ela é bem diferente das monstruosidades, tráfico de influência, ilegalidades, perseguições, máfia, mentiras e corrupção que vem ocorrendo em certo local de Brasília, próximo da escultura mostrada no post.

Mas vamos tratar da imagem: ela mostra crianças brincando na escultura em questão, em frente ao Supremo Tribunal Federal.

Ainda que a cena (provavelmente) tenha sido montada, naquele momento as crianças não fora acusadas de "tentar acabar com a democracia brasileira". As mesmas estavam apenas realizando sua principal atividade (brincar).

E, não podemos deixar de citar, estávamos no período da história brasileira que os democratas de hoje chamam de "ditadura" (inclusive, 1968, ano da imagem, foi o da decretação do AI-5, o decreto mais rigoroso da ditadura, assinado em 13/12/1968 pelo presidente Costa e Silva).

Não posso deixar de fazer um paradoxo da cena com os tempos democráticos que vivemos atualmente: uma mulher, cabeleireira autônoma, conhecida como "Débora do batom", foi condenada a 14 anos de prisão por vandalizar essa mesma estátua com um batom, escrevendo a frase "Perdeu, mané", durante o chamado "golpe de 8 de janeiro".

Tal ato fez com que ela fosse acusada (sem muita chance de defesa) e draconiamente condenada por ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes, pelos seguintes crimes: Abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa.

Na ocasião, o STF destacou que a condenação severa não se deveu apenas ao uso do batom, mas ao conjunto de graves crimes contra a "ordem democrática".

Não sei o que vocês pensam, mas para mim o crime de Débora não difere do que ocorre diariamente nas universidades estaduais e federais, quando estudantes (a maioria esquerdistas), vandalizam e degradam os prédios públicos onde estudam de graça.

Concluindo, que bom que as crianças resolveram brincar na estátua durante a ditadura. Tenho medo do que poderia acontecer com elas na atual democracia...

Nota do blog: Data 1968 / Crédito para Luís Humberto.


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