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Comparativo de peruas da década de 80, Brasil

  • Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
    Fotografia e Nostalgia
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

Comparativo de peruas da década de 80, Brasil

Fotografia


Se hoje as famílias viajam de avião nas férias, 41 anos atrás o cenário era diferente. Os longos passeios eram feitos de automóvel e as peruas cumpriam o status de acomodar pais, crianças e toda a bagagem com conforto.

Com o tempo, esses modelos perderam espaço para os utilitários esportivos e, atualmente, já não sobrevivem no mercado brasileiro de veículos novos.

Em dezembro de 1985, período de férias de fim de ano, comparou-se versões de seis peruas à venda: VW Quantum CG, VW Parati GLS, Fiat Panorama, Ford Scala Ghia, Chevrolet Caravan Diplomata e Chevrolet Marajó SL.

A reportagem destacava que a escolha ideal dependia do uso mais frequente. O consumidor precisava avaliar se o foco seria cidade ou estrada, com ou sem carga. O espaço interno era fundamental, mas outros fatores pesavam na decisão final.

Equipada com motor de 4.100 cm³, a Caravan obteve o melhor desempenho entre as concorrentes. A perua atingiu 174,3 km/h de velocidade máxima e acelerou de 0 a 100 km/h em 12,2 s, números expressivos para um veículo de 1.224 kgs.

A Parati (1.6) ficou na segunda posição, superando a Quantum (1.8), seguidas por Marajó, Panorama e Scala. Embora a velocidade máxima da station wagon da Ford fosse superior à da Panorama, a Scala recebeu a pior nota por registrar uma aceleração quase 2 s mais lenta.

No quesito consumo, o propulsor de seis cilindros da Caravan registrou o pior resultado. A liderança ficou dividida entre Panorama e Parati, impulsionadas pelas boas médias rodoviárias: 13,45 km/l e 13,41 km/l, respectivamente. Marajó, Quantum e Scala apresentaram números intermediários aceitáveis.

Apesar da potência superior, o motor 4.1 da General Motors não foi considerado o melhor. A avaliação explicava que o projeto era antigo e não oferecia uma boa relação peso/potência. A vitória coube aos motores da Volkswagen, representados pelo 1.6 da Parati e pelo 1.8 da Quantum.

Os propulsores da fabricante alemã mostravam bom entrosamento com o câmbio de cinco marchas, marcado pelo bom escalonamento e por engates precisos. Quantum e Parati se destacaram novamente, inclusive em situações de condução mais esportiva.

Panorama e Scala vieram na sequência, punidas por engates ásperos. A caixa da Marajó foi avaliada como dura, enquanto a Caravan era prejudicada pela transmissão de apenas quatro marchas — uma quinta relação ajudaria a conter o consumo.

A segurança é o fator mais crítico em viagens familiares, colocando a eficiência dos freios em primeiro plano. Nessa prova, houve equilíbrio total. Todas as peruas mantiveram a trajetória em frenagens de emergência e registraram espaços de parada dentro da normalidade.

A direção também revelou um cenário parelho. Caravan, Quantum e Scala, mais pesadas, levavam vantagem pelo sistema hidráulico (item de série apenas na perua da Chevrolet). Em estabilidade, todas transmitiram segurança.

Com o veículo carregado, as respostas ficavam mais lentas e as trajetórias em curva se alongavam, sem comprometer a condução. A Parati apresentou o conjunto dinâmico mais homogêneo do grupo.

Na análise de estilo, o desenho mais jovem da Quantum levou a melhor. O design foi considerado equilibrado e beneficiado pela presença das quatro portas, embora a reportagem sugerisse que um leve rebaixamento favoreceria o visual.

O principal defeito da Parati era a traseira, avaliada como desconectada da porção frontal. Em conforto, a Quantum venceu por utilizar bancos espaçosos e envolventes.

A Parati oferecia a melhor posição de dirigir, favorecida pelo banco com ajuste de altura. Marajó, Panorama e Scala tiveram as piores notas porque seus assentos não seguravam o corpo com firmeza nas curvas. O modelo da Fiat ainda era prejudicado pela posição mais horizontal do volante.

Apesar da ergonomia inferior, a Scala possuía o melhor quadro de instrumentos. O painel era completo, de fácil leitura e entregava as informações essenciais ao motorista. As concorrentes apresentaram nível semelhante, mas Caravan e Quantum se diferenciavam por incluir um conta-giros de bom diâmetro.

Sobre a capacidade do porta-malas, Caravan, Quantum e Scala, as opções mais caras, traziam bagageiro de teto e tampa divisória para proteger a bagagem. Com essa cobertura, o volume útil era igual ao dos carros de passeio que lhes davam origem.

Sem a tampa divisória, o cenário mudava. A Quantum assumia a liderança com 796 litros de capacidade, contra 774 litros da Caravan e 768 litros da Scala. A Marajó ficava em desvantagem no transporte familiar, acomodando apenas 469 litros. Trecho de texto da Quatro Rodas.

Nota do blog: Data 1985 / Crédito das imagens para Milton Shirata.



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