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Chegada dos restos mortais de Dom Pedro I, 1972, São Paulo, Brasil

  • Foto do escritor: Fotografia e Nostalgia
    Fotografia e Nostalgia
  • há 23 horas
  • 2 min de leitura

Chegada dos restos mortais de Dom Pedro I, 1972, São Paulo, Brasil

São Paulo - SP

Fotografia


O corpo do primeiro imperador do Brasil, Dom Pedro I repousa na Cripta Imperial, localizada no Parque da Independência, bairro do Ipiranga, zona sul de São Paulo.

Ao proclamar a Independência, em 1822, o então príncipe regente tornou-se imperador do Brasil durante 9 anos, abdicando o trono em favor de seu filho, D. Pedro II, em 7 de abril de 1831. Na época, D. Pedro II tinha cinco anos.

Pouco tempo depois, Dom Pedro I morreu em terras portuguesas em decorrência de uma tuberculose no ano de 1834.

Ele foi enterrado no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa — local em que estão os restos mortais de todos os reis de Portugal da linhagem Bragança.

Após uma série de negociações entre o governo brasileiro e o português, ficou decidido que o coração de Dom Pedro I permaneceria em Portugal, mas seu corpo seria trasladado para o Brasil. O motivo do coração permanecer em Portugal, foi que segundo o presidente da Câmara Municipal da cidade do Porto, Rui Moreira, o imperador havia pedido à sua mulher que seu coração embalsamado fosse doado à cidade. Seria uma forma de agradecimento pela resistência da população durante o Cerco do Porto (1832-1833), que permitiu sua vitória em cima de seu irmão Dom Miguel, que à época queria reinar em Portugal.

Assim, em 1972, os restos mortais chegaram ao Brasil em meio às comemorações dos 150 anos da Independência do Brasil.

A Cripta Imperial, localizada em São Paulo, foi o local escolhido para guardar os restos mortais do Imperador Dom Pedro I, da sua primeira esposa, a Imperatriz Leopoldina e da segunda esposa, Dona Amélia de Leuchtenberg.

Até 1959, o local ainda era um memorial chamado Capela Imperial. O processo de construção do interior da Cripta Imperial começou a ser feito em 1953. O corpo da Imperatriz Leopoldina foi o primeiro a ser depositado em 1954.

Em 1972, o local se tornou sagrado com a vinda dos restos mortais de D. Pedro I e, por último, em 1984, os de Dona Amélia, segunda Imperatriz do Brasil. O corpo dela foi trazido ao Brasil para atender a demanda da própria Imperatriz, que gostaria de ser enterrada ao lado do amado.

O lugar fica sob o Monumento à Independência. Atualmente (2026) o espaço está fechado para visitação. Trecho de texto de Ingrid Oliveira / CNN Brasil adaptado para o blog.

Nota do blog: Data 1972 / Autoria não obtida.

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