Caminho Aéreo Pão de Açúcar, Rio de Janeiro, Brasil
- Fotografia e Nostalgia

- 24 de mai.
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Edição Maison Chic - Data efetiva não obtida (cartão postal circulado em 1916) - Cartão Postal.
Caminho Aéreo do Pão de Açúcar, Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro - RJ
Fotografia - Cartão Postal
A ideia de construir um caminho aéreo surgiu em 1908, nas festas de comemoração dos 100 anos de abertura dos portos por D. João VI. O engenheiro brasileiro Augusto Ferreira Ramos que, então, participava das obras de construção dos pavilhões da exposição, teve a visão inovadora de projetar uma linha teleférica que conectasse os morros da Urca, Babilônia e Pão de Açúcar.
Na época, só existiam dois teleféricos no mundo: o do Monte Ulia, na Espanha, com extensão de 280 metros, e o de Wetterhorn, na Suíça, com 560 metros. A extensão total do bondinho do Pão de Açúcar era muito maior, um projeto ousado demais para a época.
Em 1909, a obra foi autorizada e Augusto Ferreira Ramos buscou parceiros para levantar o capital inicial do investimento e fundou a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar.
A obra teve operários brasileiros e portugueses, com equipamentos e materiais importados da empresa alemã J. Pohlig.
Inicialmente, uma equipe de mais de 100 operários/alpinistas escalaram o morro para levar as cordas e as peças de um guincho manual desmontável, ao todo cerca de quatro toneladas de equipamentos. Os ganchos fincados pelo caminho para ajudar na subida ainda estão por lá. Enquanto isso, outra equipe seguiu pela floresta até a base do morro, esticando um cabo de aço.
Uma vez no alto, os alpinistas montaram o guincho e, com uma corda, puxaram a ponta do pesado cabo de aço na base do morro. Estava pronto um elevador de carga que serviria para carregar todas as outras peças para a montagem da estação.
Além das dificuldades da escalada, a equipe de trabalhadores teve que lidar com as incertezas do clima, com dias quentes e tempestades inesperadas. Foram necessários mais de 400 operários/escaladores, cada um subindo com algumas peças para os topos dos morros da Urca e do Pão de Açúcar para que fossem montadas, além de um guincho auxiliando na subida dos cabos de aço. O projeto do bondinho não foi apenas um avanço tecnológico, mas um desafio monumental de engenharia e determinação.
A primeira viagem aconteceu em 27 de outubro de 1912, no trecho entre a Praia Vermelha e o Morro da Urca. Em uma celebração grandiosa, com figuras importantes da sociedade carioca. Registros históricos indicam que 577 pessoas viajaram na inauguração e o valor cobrado foi de dois mil réis nos primeiros passeios. Inclusive, consta que foram realizadas muitas viagens, tendo em vista que o bondinho era pequeno, transportando apenas até 22 pessoas por vez.
A linha inicial (Praia Vermelha /Morro da Urca) tem 528 metros de extensão. A segunda linha (Morro da Urca/ Pão de Açúcar) possui extensão de 750 metros. Havia o projeto de uma terceira linha conectando os morros da Urca e Babilônia, no Leme, mas foi descartado por cruzar uma área considerada de segurança nacional e também protegida pelo patrimônio histórico.
Em 1969 a duplicação da linha foi autorizada, e depois de algumas reformas, mais quatro bondinhos foram inaugurados em 1972 com capacidade para 75 pessoas cada um, logo se tornando uma atração imperdível, oferecendo vistas panorâmicas da cidade e da baía de Guanabara. Trecho de texto de Joelza Ester Domingues, baseado na Brasiliana Fotográfica, adaptado para o blog.
Nota do blog: Data e autoria, quando obtidas, nas imagens.



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