Bebidas energéticas - Artigo
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Bebidas energéticas - Artigo
Artigo
Texto 1:
Bebidas energéticas são consumidas tanto por quem quer ter energia, seja para trabalhar ou estudar, seja para render mais nos treinos, quanto por quem gosta da mistura com álcool.
Os primeiros casos já exigem atenção, porque os energéticos concentram altas doses de cafeína e açúcar e, em excesso, podem causar palpitações e ansiedade. Quando o consumo é associado ao álcool, a combinação pode até ser fatal.
Não dá para negar que a bebida energética pode provocar uma sensação temporária de mais ânimo e até melhorar a concentração. O ideal é consumi-la ocasionalmente e em quantidades moderadas, preferindo sempre versões com menor teor de açúcar.
Veja abaixo um resumo do que realmente há dentro das latinhas.
Rótulos:
A análise dos rótulos mostra que os energéticos combinam diferentes substâncias estimulantes e aditivos. Esses compostos prometem aumentar a energia e a concentração, mas também podem intensificar os efeitos no organismo, principalmente quando consumidos em excesso.
A seguir, veja os principais componentes encontrados nas bebidas energéticas:
Cafeína: principal estimulante dos energéticos, aumenta o estado de alerta. Em excesso, pode causar insônia, ansiedade e aceleração dos batimentos cardíacos.
Açúcar: presente em grandes quantidades na maioria das versões, fornece energia rápida, mas eleva o risco de ganho de peso e de alterações na glicemia.
Taurina: substância produzida pelo organismo e adicionada às bebidas para potencializar o efeito energético.
Guaraná: ingrediente de origem vegetal que contém cafeína e pode reforçar o efeito estimulante.
Vitaminas do complexo B: participam do metabolismo energético e ajudam o corpo a transformar nutrientes em energia.
L-carnitina: associada ao uso de gordura como fonte de energia, comum em produtos voltados ao desempenho físico.
Ginseng: extrato vegetal ligado à sensação de disposição e vitalidade.
Aromatizantes, corantes e adoçantes: componentes utilizados para dar sabor, aparência e doçura à bebida, principalmente nas versões sem açúcar.
Quantidade recomendada:
Para adultos saudáveis, a recomendação é que o consumo diário de cafeína não ultrapasse 400 mg, considerando todas as fontes, como café, chás, refrigerantes e bebidas energéticas. Já para adolescentes, o limite máximo indicado é de 100 mg por dia.
Para efeito de comparação, uma lata de energético pode conter entre 80 mg e 200 mg de cafeína, dependendo da marca e do tamanho da embalagem. Uma xícara de café coado de cerca de 100 ml possui entre 60 mg e 80 mg, enquanto uma lata de refrigerante de cola (350 ml) tem aproximadamente 30 mg a 40 mg.
Por isso, é fácil ultrapassar a recomendação diária de cafeína ao longo do dia.
Quais são os riscos do consumo excessivo?
Nos últimos anos, pesquisas mostram que o consumo excessivo de energéticos pode causar palpitações, falta de ar, aumento da pressão arterial, insônia e ansiedade. O sistema nervoso também é afetado, provocando sintomas como tonturas, náuseas, tremores e irritabilidade. Quando o efeito estimulante passa, é comum surgir fadiga intensa, alterações de humor e dificuldade de concentração.
O consumo frequente pode gerar um ciclo de equilíbrio e cansaço, aumentando a necessidade de cafeína e açúcar, o que pode impactar a glicemia e a sensibilidade à insulina. Outros efeitos relatados são: dores de cabeça, diarreia e ganho de peso.
Alguns grupos devem ter atenção especial:
Crianças e adolescentes, que ainda estão com os sistemas cardiovascular e nervoso em desenvolvimento.
Gestantes e lactantes também entram nessa lista, devido aos possíveis impactos no bebê.
Pessoas com doenças cardíacas, pressão alta, diabetes ou transtornos de ansiedade podem apresentar sintomas mais intensos ao consumir esse tipo de bebida.
Energético e álcool: uma combinação perigosa
O consumo de energéticos com álcool tem se tornado cada vez mais comum entre jovens, impulsionado pelo sabor adocicado e pela facilidade de ingestão, que pode levar ao consumo mais rápido e em maior quantidade. No entanto, essa combinação aumenta o risco de acidentes e comportamentos de risco, como dirigir ou ter relações sexuais sem proteção.
Além disso, os efeitos da mistura no organismo são contraditórios: enquanto a cafeína acelera corpo e mente, o álcool atua como depressor do sistema nervoso central, mascarando a sensação de embriaguez e dificultando a percepção dos próprios limites.
A mistura também impacta diretamente o sistema cardiovascular, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial. Em situações mais graves, pode desencadear arritmias e até ataques cardíacos. Texto de Samantha Cerquetani.
Texto 2:
As bebidas denominadas “energéticos” são produtos cada vez mais populares no Brasil. Estão presentes no cotidiano de pessoas que buscam mais disposição para estudar, trabalhar ou se divertir, particularmente, no dia a dia dos mais jovens.
Será, porém, que essa bebida é realmente inofensiva? O consumo eventual e em menor quantidade tende a ser seguro para a maioria das pessoas, mas doses elevadas e frequentes, especialmente, combinadas ao consumo de álcool, podem trazer sérios riscos à saúde.
Neste artigo você vai entender melhor como o energético atua no organismo, os seus efeitos colaterais e quais alternativas mais saudáveis para garantir energia com equilíbrio.
O que é o energético e por que tanta gente consome?
Encontrada em diversos sabores, as bebidas energéticas são formuladas para combater o cansaço e melhorar o estado de alerta, ajudando o indivíduo a ter mais energia ao longo do dia. Na formulação dos energéticos, há diferentes estimulantes, como taurina e cafeína, os quais são capazes de alterar o metabolismo, causando hiperativação do sistema nervoso e cardiovascular.
Popular entre estudantes, profissionais em rotina intensa e frequentadores de festas, a bebida costuma ser ingerida para prolongar a disposição física e mental. Seu uso, no entanto, deve ser feito com atenção, pois pode oferecer riscos à saúde, principalmente, quando consumido em excesso e rotineiramente. É importante destacar que algumas pessoas são mais sensíveis à utilização dessa bebida, podendo desencadear problemas mais graves, sobretudo cardiovasculares, mesmo com doses baixas.
No Brasil, as pessoas têm bebido cada vez mais energéticos. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcóolicas (ABIR), o volume nacional de produção tem chegado a níveis estratosféricos!
Bebida energética é o mesmo que refrigerante?
Apesar de algumas bebidas energéticas terem sabor e aparência semelhantes aos refrigerantes, os seus efeitos no organismo são muito diferentes.
Embora ambos possam conter cafeína, o energético associa essa substância a outros compostos estimulantes, como taurina e glucoronolactona, bem como os apresenta em concentração mais elevada. Toda essa combinação tem impacto na duração dos efeitos, tornando os energéticos mais potentes que os refrigerantes.
Qual a composição do energético?
Os ingredientes mais comuns nas bebidas energéticas incluem:
Cafeína: alcaloide estimulante do estado de alerta, do desempenho físico, além de reduzir o cansaço.
Taurina: aminoácido que auxilia em processos de utilização e produção de energia.
Glucoronolactona: substância que atua na eliminação de compostos nocivos ao organismo.
Outros ingredientes possíveis: guaraná, ginseng, inositol e aditivos aromatizantes.
A bebida energética substitui o café?
Tanto o café quanto o energético têm cafeína, mas não são bebidas equivalentes. A concentração de estimulantes tende a ser maior no energético, dependendo da marca.
Assim como o café, o energético apresenta maior concentração de cafeína; por isso, o consumo deve ser monitorado para evitar excesso da substância.
Energético faz mal à saúde?
O consumo ocasional de energético costuma ser seguro para a maioria dos adultos saudáveis. No entanto, quando é consumida em excesso, com frequência ou combinada com outras substâncias como o álcool, tal bebida pode causar efeitos adversos graves, especialmente para o metabolismo, o coração e o sistema nervoso.
Dentre os sintomas mais comuns do uso da bebida, destacam-se: insônia, palpitação, ansiedade e aumento da pressão arterial.
Além desses sintomas, pessoas mais sensíveis ou que fazem uso de doses elevadas e rotineiras da bebida podem evoluir para quadros mais graves, como:
Alteração do metabolismo de açúcares (mais associado ao uso rotineiro): aumentam a possibilidade de desenvolvimento de doenças como diabetes mellitus.
Alteração no coração: eleva a probabilidade de arritmias graves, ou seja, batimentos inadequados do coração, podendo causar dificuldade de bombeamento do sangue. Crises de pressão arterial alta, que podem levar a infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral, em casos mais extremos. Infarto agudo do miocárdio: em razão de alteração nos vasos que irrigam o coração.
Alteração no sistema nervoso: influenciando a probabilidade de crises de agitação psicomotora e ansiedade, com necessidade de intervenção médica emergencial. Convulsão, estado de desordem na estimulação cerebral, podendo evoluir a coma.
Modificação vascular (dos vasos que irrigam o cérebro) com consequente risco de acidente vascular cerebral.
Tomar energético todo dia faz mal?
Sim. O consumo diário de bebida energética pode provocar uma sobrecarga do sistema nervoso e do coração. A ingestão contínua tende a levar a diversos problemas, como irritabilidade, cansaço excessivo e até dependência do produto.
Crianças e adolescentes podem tomar energético?
Não. As bebidas energéticas não são recomendadas a menores de 18 anos, já que podem interferir no metabolismo basal, além de afetar o desenvolvimento do sistema nervoso e cardiovascular.
Há alternativas mais saudáveis ao energético?
Apesar de populares, os energéticos industrializados não são a única forma de obter mais energia e foco no dia a dia. Existem alternativas naturais que oferecem benefícios semelhantes com menor risco de efeitos colaterais.
5 Bebidas para dar energia de forma natural:
Se o objetivo é despertar ou ter mais rendimento físico e mental, vale apostar em bebidas naturais com propriedades estimulantes. Conheça 4 opções:
Café;
Chá verde;
Guaraná natural;
Cacau (em bebida ou em pó).
Vale destacar que nenhuma dessas alternativas deve ser consumida em excesso. A moderação é importante em todos os cenários.
Dicas para manter a disposição sem recorrer aos estimulantes:
Ter energia durante o dia diz mais respeito ao estilo de vida do que ao uso constante de bebidas energéticas. A seguir, algumas práticas recomendadas:
Procure manter boas noites de sono.
Alimente-se bem, de forma equilibrada e nutritiva.
Mantenha-se hidratado, bebendo água regularmente.
Pratique atividades físicas com regularidade.
Faça pausas ao longo do dia, descansar evita o esgotamento.
Evite o consumo excessivo de álcool e não fume.
Os bons hábitos ajudam, e muito, o indivíduo a ter mais energia no dia a dia.
Como interpretar a tabela nutricional do energético:
Ler a tabela nutricional de uma bebida energética é essencial para entender o que se está consumindo e para identificar possíveis riscos à saúde. A concentração de cafeína, açúcar e sódio costuma ser elevada.
Veja o que observar no rótulo:
Cafeína: a quantidade pode variar de 80 mg a até 500 mg por embalagem. A recomendação para adultos saudáveis é de até 400 mg por dia de todas as fontes de cafeína combinadas.
Açúcares: muitas bebidas energéticas têm altas doses de açúcar, o que pode contribuir para ganho de peso, diabetes tipo 2 e outras doenças metabólicas. Uma lata pode conter mais de 100 g de açúcar.
Sódio: o consumo excessivo pode trazer problemas à saúde. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda consumo de até 2.000 mg de sódio por dia.
FAQ:
1 – Energético faz mal?
Se o consumo for elevado ou com frequência, sim. Pode causar insônia, ansiedade, taquicardia (incluindo arritmias graves) e aumento da pressão arterial.
2 – Energético é bebida alcoólica?
Não. O energético é uma bebida estimulante, sem álcool em sua composição. Misturá-lo com álcool pode ser perigoso e trazer consequências graves.
3 – Criança pode tomar energético?
Não. As bebidas energéticas não são recomendadas a crianças ou a adolescentes.
4 – Energético faz mal para o coração?
Pode fazer. Ele estimula o sistema cardiovascular e pode causar arritmias graves, palpitações excessivas e aumento da pressão arterial, especialmente pelo consumo em doses mais altas.
5 – Energético tem cafeína?
Sim. É um dos principais componentes da bebida.
6 – Qual a idade recomendável para o consumo de bebida energética?
A recomendação é que apenas adultos a partir de 18 anos consumam esse tipo de bebida. Em relação a adolescentes, mesmo doses baixas podem ultrapassar limites diários de cafeína.
Um consumo que pede equilíbrio:
O consumo de bebidas energéticas pode até parecer uma solução rápida para ganhar disposição, mas utilizá-la com frequência muitas vezes traz problemas. Sono ruim, alimentação inadequada e excesso de estímulos são fatores que, com o tempo, comprometem a saúde e o bem-estar das pessoas. Trecho de texto da Unimed BH.
Nota do blog: Data e autoria da imagem não obtida.



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